Dae. Só tenho a agradecer ao Aspen! Não só fizeram o favor de substituir o Tênis no último minuto, na quinta passada, como fizeram um show genial. Todo acústico, o trio se alternou nos violões, acordeão e xilofone, fazendo a cama perfeita para os belos arranjos de voz. Os caras ainda criaram um clima todo sensorial, com luzes e aromas, que foi a cereja do bolo. Nessa quinta, voltando à programação do concurso Peligro / Trama Virtual, chega a vez dos brasilienses Velhos e Usados. Combinando referências tão díspares como Wilco, Mombojó, Queens of the Stone Age e Los Hermanos, o quinteto aproveita a estréia em São Paulo para mostrar seu primeiro disco e conta à Trama Virtual porque vale a pena vê-los nessa quinta.

Vocês viram a cobertura do Guifest no programa Radiola, nessa segunda? Se perderam, não tem problema. Tem reprise na madrugada desse sábado, às 2h. E mais: no programa Trama Virtual, no Multishow, tem também Guifest pra vocês. Rola nesse domingo, 27 de julho, às 18h, com horários alternativos na terça, à 1h e 12h30; quinta, às 14h; e domingo, às 03h30.

abraço, gui.



24/07 Velhos e Usados [Brasília; pós-mpb/indie-rock]
www.tramavirtual.com.br/velhos_e_usados
DJ: Dago Donato
www.last.fm/event/670348

31/07 Destruidores de Tóquio [Capanema; psych-rock/indie-rock]
www.tramavirtual.com.br/destruidores_de_toquio
DJ: Dago Donato
www.last.fm/event/670350

www.flickr.com/photos/peligro

Toda quinta rola a festa da Peligro no Milo Garage, com nosso DJ residente Dago Donato. A entrada é só R$ 10,00, o som da pista é de primeira e a banda sempre representa. Fora a boa companhia e cerveja barata. Chegue cedo, garanta seu lugar, não fique de fora. Leve grana para comprar discos no estande da Peligro. Todas as pepitas do catálogo pelo precinho de sempre. Se quiser garantir seu pedido, mande um email com os discos que você quer e a gente separa pra você. Toda noite pode ser a última! Vá agora e não se arrependa. Toda quinta a partir de 22h30 no Milo Garage (Rua Minas Gerais, 203. Metrô Consolação).

cartaz: Carolina Scagliusi [www.flickr.com/photos/carolina_scagliusi]
www.peligro.com.br/img/cartazjul2008.jpg



Julho

01. Calexico “Garden Ruin” (Quarterstick)
02. Colorir “A Clínica do Olho” (Open Field / Peligro)
03. Wolf Eyes “Burned Mind” (Sub Pop)
04. Matmos “The Rose Has Teeth In The Mouth Of A Beast” (Ultrapop)
05. Boris “Mabuta No Ura” (Essence)
06. V/A “Shockout, Vol. 1” (Shockout)
07. Colorir “Os Humores do Poeta” (Open Field / Peligro)
08. Feu Thérèse “Feu Thérèse” (Constellation)
09. Poseidotica “Intramundo” (Aquatalan)
10. São Paulo Underground “Sauna: Um, Dois, Três” (Submarine)

Total Gringos

01. Arcade Fire “Funeral” (Slag)
02. Diplo “Hollertronix” (Open Field / Peligro)
03. Stephen Malkmus “Face the Truth” (Ultrapop)
04. Kid Koala "Some of My Best Friends Are DJ's" (Ninja Tune)
05. Battles “Mirrored” (Warp)
06. Diplo “Florida” (Slag / Batidão)
07. Fennesz “Venice” (Touch)
08. Arcade Fire “Neon Bible” (Slag)
09. Bug, The “Pressure” (Tigerbeat6)
10. Silver Jews “Tanglewood Numbers” (Drag City)

Total Nacionais

01. Nancy “As Doença” (Open Field / Peligro)
02. Ahlev de Bossa “Ahlev de Bossa” (Open Field / Peligro)
03. Blue Afternoon “Radio Sessions” (Open Field)
04. Constantina “Jaburu” (Open Field / Peligro)
05. Lulina e os Causadores “Translúcida” (Open Field / Peligro)
06. Sandro Garcia “Enigma Central Park: Demos Vol. 1” (Open Field / Peligro)
07. Blue Afternoon “Folxploitation” (Bizarre)
08. Lulina “Bolhas na Pleura” (Open Field / Peligro)
09. Vurla “s/t” (Open Field / Peligro)
10. Grenade “Grenade” (Slag)

Total Argentinos

01. Juana Molina “Tres Cosas” (Independente)
02. Alamos, Los “No Se Menciona la Soga en Casa del Ahorcado” (Scatter)
03. Alamos, Los “Emboscada” (¡Maldita Sea! / Peligro)
04. Juana Molina “Segundo” (Independente)
05. El Mato A Un Policia Motorizado “Un Millon de Euros” (Laptra)
06. Natas, Los “El Hombre Montaña” (Oui Oui)
07. Natas, Los “Toba Trance Volumen I y II” (Oui Oui)
08. Natas, Los “Bee Jesus” (Oui Oui)
09. El Mato A Un Policia Motorizado “Navidad de Reserva” (Laptra)
10. Rubin “Esperando el Fin del Mundo” (Scatter / Senhor F)





3 ET's Records “Detetive Particular à Moda Antiga” (3 ET's) * cd-r * R$ 15,00 > indietronica; lo-fi



3 ET's Records “O Legendário Herói do Espaço e a Misteriosa Luz Negra” (3 ET's) * cd-r * R$ 15,00 > indietronica; lo-fi



3 ET's Records “Um Morto Q Viveu” (3 ET's) * cd-r * R$ 15,00 > indietronica; lo-fi



31 Knots “The Days and Nights of Everything Anywhere” (Polyvinyl) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > indie-prog; math-rock
Lançando seu quarto álbum, o trio de Portland já foi classificado como punk vaudevilliano pós-apocalíptico, mas essa é apenas a ponta do iceberg, como uma batida de frente com o Modest Mouse e Fugazi, ou um projeto secreto de Mike Patton, incorporando elementos do rock progressivo, math-rock e idm. Dá pra imaginar um jovem Tom Waits encontrando o Tortoise pra tocar versões do Black Heart Procession. Dá um nó na cabeça, mas é dos bons.

Ouça: Beauty
Ouça: Man Become Me

Visite: www.myspace.com/31knots



7 Magnificoz “Dictador Amor” (Ugly) * cd * R$ 25,00 > punk-rock; dubcore
Com Dictador Amor, o 7Magz chega ao seu segundo disco. A banda argentina residente no Brasil estreou com o álbum Per I Qualche Dollaro In Piu, em 2002, levando ao pé da letra o extremismo de Slayer e Bad Brains. Dois anos depois, a história mudou, mas só um pouco. As treze faixas do disco duram pouco mais de vinte minutos, mas há canções épicas, como “Alergico”, com praticamente quatro minutos de duração. Mais punk rock, menos hardcore. Usando essa fórmula, a banda causa surpresa com refrões assobiáveis, percussão tribal e até backing vocals femininos. Por outro lado, pérolas como “Satanic Pandemonium”, com oito segundos de duração (metade disso, na verdade), representam bem a experiência de assistir a banda ao vivo. Se você sempre teve o desejo de saber como seria um disco de death metal produzido por Phil Spector, Dictador Amor responde muitas perguntas. Vale a pena citar a arte do disco, também a cargo do grupo, que recentemente retornou a Buenos Aires, onde divulga o novo trabalho.

Ouça: Chama Viva
Ouça: Satisfação



Adem “Love and Other Planets” (Domino) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > folk-rock; lo-fi
No final dos anos 90, existiu uma banda incrível de post-rock chamada Fridge. O guitarrista era Kieran Hebden, mais conhecido hoje como Four Tet. Do mesmo modo que seu colega, o baixista Adem Ilhan foi explorar novos territórios, se aproximando do folk-rock de nomes como Elliott Smith e Lou Barlow. Nesse segundo trabalho solo, Adem persegue o conceito de espaço. Literal e metaforicamente, o espaço entre nós e dentro de nós. Profundo e belo.

Ouça: Something's Going to Come
Ouça: X is for Kisses



Adult. “Gimmie Trouble” (YB) * cd * R$ 18,00 > neo-electro; electropunk
Primeiro álbum do trio de electro de Detroit pela Thrill Jockey (o novo está a caminho e sai ainda em 2007), mais conhecida como um dos mais importantes selos de post-rock, lançado no Brasil pela YB na ocasião da visita do grupo. O trio abusa de melodias abrasivas, vocais incômodos e batidas secas, soando como um Fischerspooner mais bad vibe, uma espécie de gêmeo mal do Ladytron ou ainda um Stereo Total pós-industrial. Só dá maluco em Detroit.

Ouça: Snare Up the Birds
Ouça: In My Nerves



Advantage, The “Elf Titled” (5 Rue Christine) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > math-rock; post-rock
Dá até um desânimo escrever esse texto porque é impossível descrever toda a mágica dessa banda, que conta com Spencer Seim, guitarrista do Hella, na bateria (esses caras de math-rock sabem tocar qualquer coisa). Basta saber que os caras tocam apenas músicas dos jogos da Nintendo. Sim, aqueles 8-bits, lembra? Mas não tem frescura de usar teclado ou sampler, é tudo na guitarra, baixo e bateria. Post-rock e videogame? Agora que você não sai de casa.

Ouça: Batman: Stage 1
Ouça: Metroid: Kraid's Lair



Againe “A Sutil Arte de Fazer Inimigos: Antologia 1995-2000” (Spicy) * cd * R$ 18,00 > hardcore; indie-rock
Clássica banda de hardcore melódico paulistana, principalmente devido ao carisma incrível do vocalista Carlos Diaz (ainda conta com integrantes do Hurtmold e Objeto Amarelo). A antologia soma ao primeiro disco um EP de 98, raridades e faixas de coletâneas. Essencial.

Ouça: Punch in the Eye
Ouça: Eu Queria



Ahlev de Bossa “Ahlev de Bossa” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 > post-rock; experimental
Álbum de estréia do supergrupo experimental de Recife, formado por integrantes de bandas como Combo Recife de Improviso, Embuás e Granola. Baseado na composição intuitiva e livre improviso, o Ahlev de Bossa recebe influências de música erudita e popular, juntando minimalismo e rock progressivo, post-rock e concretismo e bossa nova e chorinho e música eletro-acústica. Assim, trompa e violão de sete cordas respiram entre guitarras distorcidas.

Ouça: Papo Cabeça III
Ouça: Señorita Amnesia

PROMOÇÃO: Pacote Open Field! Escolha quaisquer cinco discos do catálogo do nosso selo e só pague R$ 60,00. Que moleza, hein? Acesse www.openfield.org e escolha agora mesmo.



Alamos, Los “Emboscada” (¡Maldita Sea! / Peligro) * cd arg * R$ 18,00 > psych-country; folk-rock
Depois de elogiada estréia em 2005, o grupo de Buenos Aires segue divulgando seu narco-coutry, inaugurando com um EP o selo argentino-brasileiro ¡Maldita Sea!, nova empreitada da Peligro nos pampas. Expondo suas influências, transformam em suas as canções de Neil Young, East River Pipe, Gérard Bourgeois (via Friends of Dean Martinez) e Spacemen 3, além de versões ao vivo de Cola de Cascabel (com vídeo e tudo!) e La Casa de Las Dagas.

Ouça: Walking with Jesus
Ouça: Cola de Cascabel



Alamos, Los “No Se Menciona la Soga en Casa del Ahorcado” (Scatter) * cd arg * R$ 25,00 > psych-country; folk-rock
Você já ouviu falar de narco-country? Nem eu, mas essa é a bandeira que o grupo portenho Los Alamos está carregando. E faz muito sentido! Imagine se o Spaceman 3 tocasse música folk, ou ainda, se o Velvet Underground tivesse nascido em Nashville. Como um Calexico chapado, trocando o Arizona pela Patagônia. Com letras em espanhol e inglês, o quinteto concentra sua força no trio de cordas formado por um violão, guitarra lisérgica e bandolim.

Ouça: Lost Alamo
Ouça: La Casa de Las Dagas



Altocamet “En El Parque” (Casa Del Puente) * cd arg * R$ 25,00 > post-rock; indietronica
Em meio ao duvidoso oceano de música eletrônica de Mar del Plata, o selo Casa del Puente consegue ser exceção. Dessa corrente, o quinteto Altocamet conquistou espaço navegando entre o synth-pop e o trip-hop. Porém, numa maré baixa que durou quase três anos, o grupo dispensou temporariamente seu vocalista e tirou licença da música pop, alçando velas rumo à música instrumental, pescando pelo caminho elementos de post-rock, ambient e pós-punk.


Ouça: Fuera de Término
Ouça: La Bruma en el Césped

Visite: www.myspace.com/altocamet



Amoeba “Tumba Tu Tumba” (Sniffing) * cd arg * R$ 25,00 > skate-rock; punk-rock
Segundo trabalho do quinteto de Buenos Aires que carrega conexões e partilha referências com os conterrâneos 7Magz, uma das velhas preferidas aqui na Peligro. Além de carregar a bandeira do hardcore e punk dos anos 80, espelhando Black Flag, Dead Kennedys e Circle Jerks, os caras ainda fazem incursões pela surf music, principalmente na escolha de timbres de guitarra. Pra fechar, ganham mais pontos ao resgatar com orgulho a tarja do skate-rock.

Ouça: Tiruriru
Ouça: Campos de Algodon

Visite: www.myspace.com/amoebaskaterock



Angst “Não Pise na Placa” (Independente) * cd-r * R$ 12,00 > indie-rock; indie-prog
Formada por um integrante da extinta Airbag (grupo que se tornaria nosso Ahlev de Bossa), o quarteto de Recife Angst carrega influências de grandes nomes do indie-rock, como Sonic Youth e Radiohead, mas as trabalha de maneira completamente fora do habitual, incluindo aí referências ao rock progressivo e música popular brasileira. Um baixo sempre presente e uma guitarra barulhenta silenciam para ouvir a flauta transversal. Estranho, mas funciona!

Ouça: Indie Acid Jazz
Ouça: Ghost & Flowers



Arcade Fire “Neon Bible” (Slag) * cd * R$ 30,00 > indie-rock; pós-punk
É difícil comentar um disco desses. Você já conhece a banda, gosta e nada do que eu disser vai te fazer mudar de idéia, porque o Arcade Fire é uma daquelas bandas de música pop “no bom sentido”. U2 com um órgão de igreja, coros, cordas e metais. Um filme de Hollywood, onde tudo culmina no momento perfeito pra emocionar. Do tipo de banda que quando toca na balada te faz correr pra pista antes de reconhecer. Nesses casos, é melhor não dizer nada.

Ouça: Keep the Car Running
Ouça: No Cars Go



Arcade Fire “Funeral” (Slag) * cd * R$ 25,00 > indie-rock; pós-punk
Edição nacional! A nova sensação do rock vem do Canadá, da cidade mágica de Montreal. Durante a gravação desse disco de estréia, o grupo enfrentou mortes e celebrou casamentos, fatos da vida que já inspiraram grandes trabalhos e que sem dúvida nenhuma aparecem por todo disco. Pensa comigo agora, imagina se o pós-punk tivesse nascido no Canadá. E a neo-psicodelia da Elephant 6 fosse de Montreal. Se britpop fosse canpop. Arcade Fire na certa.

Ouça: Neighborhood #1 (Tunnels)
Ouça: Crown of Love



Are You God? “Miranda” (2+2=5) * cd * R$ 18,00 > grindcore; death metal
Novo disco de uma das bandas mais criativas do grindcore nacional. Causadores natos, suas ações lendárias incluem um show em que o vocalista participou por vídeo e uma polêmica apresentação em playback, abrindo para o Brujeria. Mantendo a linha, para ouvir o álbum é preciso literalmente destruir a embalagem, entre outras surpresas. Tudo isso não tira crédito da música, uma versão aperfeiçoada do metal oitentista de Napalm Death e Morbid Angel.

Ouça: Dancei
Ouça: O Caminho das Pedras

Visite: www.myspace.com/areyougod



Ästerdon “...And It Starts” (Igloo) * cdep * R$ 13,00 > stoner-rock; hard rock
EP de estréia do grupo paulistano liderado pelo vocalista Marcelo Viegas, responsável pelo clássico selo Short. Com seis faixas (mais outra escondida, “True Sounds of Revenge”, da coletânea Locos Gringos Have a Party: The South American Stoner Rock), o grande mérito do disco é apresentar uma sonoridade inspirada nas bandas dos 70 (AC/DC, Black Sabbath) e 90 (Helmet, Fu Manchu), com personalidade mais do que o suficiente para soar original.

Ouça: No, Nobody
Ouça: Castration! Double Castration!



Axial “Axial” (Independente) * cd * R$ 15,00 > eletrônica; folk
Primeiro álbum do projeto de Sandra Ximenez e Felipe Julián que reúne canções folclóricas e composições eletroacústicas. Com vocais delicados e instrumentação sutil, a dupla passa pelas canções de escravos do Haiti, adaptações de orikis do candomblé baiano, tambores de mina de São Luís do Maranhão, cocos da Paraíba anotados por Mario de Andrade, textos de João Guimarães Rosa e não param aí, pontuando com gravações de campo e programações.

Ouça: Papaloko
Ouça: Tamanquero

Visite: www.myspace.com/axialvirtual



Ballet “Desconstruindo Nazaré” (Faster) * cd * R$ 14,00 > pós-hardcore; math-rock
Disco de estréia do quarteto de Belo Horizonte, lançado pela Faster, selo da própria banda. Quase todo instrumental (o álbum tem apenas três faixas com voz), Desconstruíndo Nazaré mescla elementos de pós-hardcore e math-rock, mas também deixa bem claro que o Ballet ouve muito indie-rock, emo antigo (já dá pra falar assim, né?), jazz e música brasileira, incluindo-se como o terceiro elemento na tríade que conta com Polara e College. Excelente!

Ouça: Vitão Seja Louvado
Ouça: Segredo da Mironga



Battles “Mirrored” (Warp) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > math-rock; indie-prog
Estréia do grupo liderado pelo filho do ícone Anthony Braxton, que conta com ex-membros do Helmet e Don Caballero. É difícil absorver a enxurrada de referências: krautrock, math-rock, composição moderna, rock progressivo e outros experimentalismos. A manipulação é radical, nada é o que parece, voz e instrumentos se confundem, processados ilimitadamente. Um som legitimamente original, mas o mérito mesmo é fazer toda essa esquisitice soar pop.

Ouça: Atlas
Ouça: Tonto

Visite: www.myspace.com/battlestheband



BillyGoat / Flaming Moe / SonicVolt “Playing at the Sun” (Válvula) * cd * R$ 15,00 > stoner-rock; hard rock
O segundo lançamento da Válvula é um split com três bandas brasileiras responsáveis por consolidar o stoner-rock no país. São cinco faixas de cada grupo, começando com o hard rock setentista do Billygoat, do Rio de Janeiro. Na seqüência vem o Flaming Moe, de São Paulo, influenciados pelos suecos do Hellacopters. Fechando o disco, os gaúchos do Sonic Volt formam a única banda das três que se arrisca no português. O chamado rock pauleira!

Ouça: Stoned and Paranoid BillyGoat
Ouça: O Diabo Ouve Jazz SonicVolt



Blanched “Avalanched” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 > post-rock; experimental
Gravado em 2006, o terceiro registro do grupo gaúcho finalmente surge à tona, numa época em que o quinteto passa por um hiato indeterminado. Se no último capítulo, Blanched toca Angelopoulos, de 2004, seguiam com precisão a escola pós-Mogwai de Mono e Explosions in the Sky, agora vemos uma banda mais madura, de composições livremente estruturadas e afinações atípicas, experimentando novos instrumentos como flauta transversal e acordeão.

Ouça: Barbaritude
Ouça: O Final de O Incrível Hulk

Visite: www.myspace.com/avalanched

PROMOÇÃO: Pacote Open Field! Escolha quaisquer cinco discos do catálogo do nosso selo e só pague R$ 60,00. Que moleza, hein? Acesse www.openfield.org e escolha agora mesmo.



Blanched “Blanched Toca Angelopoulos” (Independente) * cd-r * R$ 10,00 > post-rock; experimental
O terceiro EP dessa banda gaúcha me pegou de surpresa. Bem diferente desde sua primeira formação, em 2001, o grupo largou os teclados, diminuiu ainda mais o falatório e entrou de vez no pós-rock. A voz é cada vez mais apenas um instrumento e o som está moderníssimo, na linha de bandas pós-Mogwai como Explosions in the Sky e Mono. Os climas são ideais, alternando com precisão a repetição dos momentos tranqüilos e os crescendos bombásticos.

Ouça: Triste dos que procuram dentro de si respostas porque lá só há espera
Ouça: Hoje Eu Tou Melhor



Blue Afternoon “Radio Sessions” (Open Field) * cd-r * R$ 22,00 > folk; avant-rock
Difícil falar do próprio disco sem parecer arrogante, mas nesse caso, Radio Sessions é o que o próprio nome diz. Gravado no início de 2004, no meio de uma seqüência de shows, o disco é dividido ao meio em partes acústica, na rádio UOL, e elétrica, na rádio Brasil 2000. Único registro da banda incrível que me acompanha ao vivo, formada por lendas da cena: Eduardo e Bruno Ramos, Pedro Palhares e Ronaldo Evangelista. Limitado em 100 cópias.

Ouça: I Can't Cry
Ouça: The Fading Song

PROMOÇÃO: Pacote Open Field! Escolha quaisquer cinco discos do catálogo do nosso selo e só pague R$ 60,00. Que moleza, hein? Acesse www.openfield.org e escolha agora mesmo.



Blue Afternoon “Folxploitation” (Bizarre) * cd * R$ 18,00 > folk; avant-rock
O Blue Afternoon contraria àqueles que acreditam que apenas bons músicos podem fazer boa música. Guilherme Barrella, o homem por trás do projeto, não conhece uma linha de teoria musical, não sabe tocar nenhum instrumento, mas é dono de sensibilidade e de talento incomuns. Suas composições são de uma beleza e melancolia ímpares, e tomam forma em Folxploitation pelas mãos de amigos que tocam violão, guitarra, cello, piano e gaita, nos levando a uma viagem por paisagens cinzentas que poderiam estar em um filme de Tim Burton. Uma viagem na qual encontramos Leonard Cohen saindo de um bar, onde o Tindersticks fazia uma apresentação e Nick Cave conversava com Bob Dylan sobre a obra do grande Tim Hardin. Uma viagem por terras sombrias na qual facilmente nos perderíamos, não estivéssemos guiados pela voz grave de Barrella, cantando a tristeza de um modo que não conseguimos ficar impassíveis diante dela. Seguimos, então, encantados pelo bardo até o fim da viagem e logo queremos voltar ao início. (Katia Abreu)

Ouça: Ready for the Worse
Ouça: Green Eyes



Bonifrate “Os Anões da Villa do Magma” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 > psych-folk; folk-rock
O baú dos Supercordas guarda segredos como Psylocibian Devils e Vitrola Photossintética, projetos antigos, porém não esquecidos, de seus integrantes. Dessa safra emerge o segundo registro do guitarrista e vocalista Bonifrate, gravado em 2005. A sonoridade já apontava pra o que viria a desenvolver com o genial Seres Verdes, dos Supercordas, buscando idéias na psicodelia e folk-rock, tirando a cartola para os mestres Syd Barrett, Beto Guedes e Beatles.

Ouça: Bolhas de Vidro
Ouça: No Try (Capela)

Visite: www.myspace.com/bonifrate

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Boris “Mabuta No Ura” (Essence) * cd * R$ 35,00 > post-rock; experimental
A Essence surpreende mais uma vez e lança no Brasil um disco da banda japonesa de post-metal Boris, um dos grupos preferidos aqui na Peligro. Mais: a edição nacional é exclusiva, com músicas diferentes do disco lançado no Japão. Esse é um disco atípico do Boris, quase sem distorção, bem instrospectivo, total post-rock. É trilha sonora de um filme, o que talvez explique isso. A embalagem é absurdamente linda, com cartões de cenas do filme. Fudido!

Ouça: A Bao A Qu
Ouça: The Slow Ripple of a Puddle



Bug, The “Pressure” (Tigerbeat6) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > grime; dancehall
Como só se fala de grime, cá está o melhor disco do melhor artista do estilo. Lançado pela Rephlex, selo que inventou o grime, propriedade do Aphex Twin. Um disco de dancehall, não fossem as batidas doentias. Se tiver um Mad Max 4, essa é a trilha sonora. O disco tem o melhor grime já feito: Killer (veja a coletânea Shockout), onde o cara canta tão grave que parece que está dentro de um cano! Ouvi dizer que The Bug toca no Brasil esse ano. Será?

Ouça: Beats, Bombs, Bass, Weapons
Ouça: Thief of Dreams



Caio Marques “Caio Marques” (Independente) * cd-r * R$ 13,00 > folk-rock; hip-hop
Em seu primeiro trabalho solo, Caio Marques, vocalista e compositor de grupos como Bad Folks e Frutos Madurinhos do Amor, se dispôs a criar um novo jeito de fazer música pop. Não sei dizer se conseguiu, mas a mistura de hip hop, samba, folk e bossa nova certamente soa bastante peculiar. Me vem à cabeça uma imagem absurda do Wilson Simonal tocando Velvet Underground no encerramento de um episódio de Gilmore Girls. E o flow é intenso!

Ouça: A Noite Nem Acabou
Ouça: Desista



Calexico “Garden Ruin” (Quarterstick) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > indie-rock; folk-rock
Teve uma época em que eu tinha certeza de que o Calexico viraria uma dessas bandas indie grandes, que todo mundo gosta, tipo Sonic Youth. Hoje não acredito mais nisso, mas nesse quinto álbum, eles deixam um pouco aquela aura de post-country-mariachi para abraçar de vez a música pop. Claro que tudo que os marcou ainda está presente (cadê as instrumentais, po), mas completamente absorvido e mesclado nesse novo som. Calexico é o Eagles indie.

Ouça: Cruel
Ouça: Roka



Camões Let’s Go “Camões Let’s Go” (LSDiscos) * cd-r * R$ 9,99 > eletrônica; hard rock
O misterioso novo associado do coletivo paulistano, oculto por trás desse ótimo nome, traz a LSDiscos sua música eletrônica esquizofrênica e experimental, cheia de colagens bizarras e referências pouco ortodoxas de hard rock setentista. Friton fudido! Dá medo, recomendo.



Carla Bozulich “Evangelista” (Constellation) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > experimental; country-rock
Pela primeira vez, a Constellation contrata uma artista com uma certa bagagem. Que não é canadense, aliás, outro fato inédito. Com o grupo Geraldine Fibbers e parcerias com Willie Nelson e Nels Cline, entre outros, no currículo, Carla se mandou para Montreal e se trancou no estúdio Hotel2Tango com o guitarrista Efrim, que arregimentou os suspeitos usuais, isto é, integrantes do Godspeed You! Black Emperor, Silver Mt Zion e o resto da família. Foda!

Ouça: Evangelista 1
Ouça: Steal Away



Cassim “s/t” (Independente) * cd-r * R$ 10,00 > folk-rock; soul-folk
Seguindo o exemplo de seu colega de grupo Caio Marques, Cassiano Fagundes aka Cassim, também vocalista e compositor da banda curitibana Bad Folks, lança seu primeiro registro solo. Ainda que seja possível ouvir ecos dos sons que inspiram seu trabalho no Bad Folks, Cassim surpreende apontando para a música pop e o soul dos anos 60, com direito a vocais em falsete! Como se não fosse suficiente, o cara ainda criou um novo gênero: subtropicália.

Ouça: That Old Spell
Ouça: This Place Called Feeling



Chambaril “Chambaril” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 > indietronica; lo-fi
Diretamente de Recife, a dupla Chambaril tem tudo a ver com artistas como Avalanches e Go! Team, apesar de completamente imersa na cultura local. A questão é que são capazes de reunir numa só faixa um incontável número de samples e referências, além de estética e sonoridade completamente lo-fi, mais ritmos e batidas que reverenciam a verdadeira música popular brasileira. Psicodelia, hip hop e música brega, compilados numa fita cassete. Foda!

Ouça: Som de Ladrão
Ouça: Desculpa Aí

Visite: www.myspace.com/chambaril

PROMOÇÃO: Pacote Open Field! Escolha quaisquer cinco discos do catálogo do nosso selo e só pague R$ 60,00. Que moleza, hein? Acesse www.openfield.org e escolha agora mesmo.



Charts, The “São Paulo em PB” (Solaris) * cd-r * R$ 15,00 > mod; psych-rock
Antes do Continental Combo, e até mesmo antes do Momento 68, Sandro Garcia liderava uma das mais importantes bandas pós-mod no Brasil, os Charts. Começaram e terminaram junto com os anos 90, deixando como registro apenas o disco Carbônicos, de 96. Isto é, até agora. Única referência do repertório inédito que a banda tocava ao vivo, o novo disco traz faixas gravadas em 98 e 99, só agora resgatadas por Flávio Telles e Sandro Garcia. Demais!

Ouça: Displays
Ouça: São Paulo em PB



Cine Victória “Muro” (Independente) * cd-r * R$ 15,00 > noise; experimental



Cine Victória “Não Meu Amor” (Independente) * cd-r * R$ 15,00 > noise; experimental



Cine Victória “Plug” (Independente) * cd-r * R$ 15,00 > noise; experimental



Cine Victória “Povo” (Independente) * cd-r * R$ 15,00 > noise; experimental



Cine Victória + Dia “Cinedia” (Independente) * cd-r * R$ 15,00 > noise; experimental
Cine Victória é Guilherme Darisbo, Dia é Carlos Issa. Para um bom entendedor, isso basta. O Dia você já conheceu aqui na Peligro; o projeto do Carlos Issa do Objeto Amarelo, ruído analógico de uma mesa de som processando-se continuamente. O Cine Victória você saberá em breve, vamos trazer toda a discografia desse projeto do nômade Guilherme Darisbo. Em uma palavra: barulho. Nada é gratuito, porém. Bom, tem coisas que são, mas essa é a graça.

Ouça: Faixa 2
Ouça: Faixa 4



Colorir “A Clínica do Olho” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 > improv; experimental
Como num jogo, o novo disco do duo nômade gaúcho explora diferentes combinações entre guitarra e bateria. Cada uma das seis faixas foi gravada num único take, em salas diferentes e no improviso, com regras distintas. Por exemplo, numa delas, o baterista Peter Francis só escuta seu instrumento, enquanto o guitarrista Dom Pedro escuta os dois, com o metrônomo marcando o compasso. Noutra, eles invertem tudo e ainda dispensam o metrônomo. Insano!

Ouça: Faixa 4
Ouça: Faixa 5

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Colorir “Os Humores do Poeta” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 > improv; experimental
Acho que o Colorir escolhe seus desafios por eliminação. Dá até pra enxergar Peter Francis e Dom Pedro sentados num banco de praça se perguntando o que fazer. Um giro pela Ásia? Boa. Usar um gerador pra tocar dentro de uma cachoeira? Já foi. Fazer a alegria da piazada de uma escola primária? Feito. Deve ter sido assim que caíram na dança contemporânea. A dupla apresentou sua trilha sonora também ao vivo, em turnê com a Cia de Dança Mimese.

Ouça: Cangaceiro
Ouça: Leram Minha Alma

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Colorir “Música Livre” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 > improv; experimental
Militando nas mais diversas frentes, o Colorir já levou sua música para praias, praças e até manicômios. Suas ações fogem tanto do padrão que a gente até estranha quando os caras se envolvem em algo mais convencional, como emprestar suas composições instantâneas para a trilha sonora de um documentário. A não ser que o tema seja música livre, talvez a grande bandeira da dupla. Gravado ao vivo, sem intervenções, no Teatro de Arena de Porto Alegre.

Ouça: Faixa 1 [trecho 1]
Ouça: Faixa 1 [trecho 2]

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Colorir + Koll Witz “4 Não Lugares” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 > improv; experimental
A incansável dupla gaúcha Colorir ainda encontra tempo pra organizar seu próprio festival, dedicado à música livre. Itinerante, como seus criadores, o evento gera o intercâmbio entre artistas como Pan&Tone, Índios Eletrônicos e Constantina, só pra ficar nos colegas de selo, e trouxe ao país nomes como o polonês Zbigniew Karkowski. Essa gravação, com o duo de improvisação livre orgânico-acústica Koll Witz, é o registro de uma dessas incríveis festas.

Ouça: Vento
Ouça: Água

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www.myspace.com/kollwitzka

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Colorir “Noite Madrugada Infinito” (Independente) * cd-r * R$ 10,00 > post-rock; experimental
Primeiro álbum desse duo nômade de Porto Alegre, atualmente radicado em Florianópolis. Formados apenas por guitarra e bateria e guiados unicamente pela vontade de tocar, os dois saem viajando por aí, levando música livre e composições instantâneas para onde podem, desde praças, praias e manicômios até bares, casas noturnas e centros acadêmicos. Para essa estréia, editam 45 minutos de improvisos, gravações analógicas e mixagens em tempo real.

Ouça: Noite
Ouça: Madrugada



ColorTv “Past Present's The Wrong Side of The Road” (Igloo) * cd * R$ 14,00 > grunge; indie-rock
O grunge vive! Inspirados fortemente em Foo Fighters, o projeto paralelo de Bill e Jukinha, ambos da banda de hardcore Tuneful Chaos, mostra que ainda é possível fazer nova música seguindo as lições de Nirvana, Mudhoney e Superchunk, equilibrando perfeitamente peso e melodia, guitarras pesadas e distorcidas, bateria incansável e vocais contagiantes. Daquelas combinações pra sair pulando. Tava na hora de alguém tirar a camisa de flanela do armário!

Ouça: Home Past Pictures
Ouça: Get Me Rid



Comme “Colchones de Fe” (Sniffing) * cd arg * R$ 25,00 > post-rock; experimental
Resistindo há mais de dez anos no underground argentino, o trio de Buenos Aires Comme chega ao seu novo trabalho com a percepção apurada do que desenvolveu ao longo de todo esse tempo. Com equipamentos antigos e espírito punk, o grupo passa por cima de gêneros como post-rock, krautrock, noise, doom e música experimental, chegando num híbrido que traz a mente nomes como Godspeed You! Black Emperor, Fugazi, Tortoise e Amon Düül.

Ouça: Intervenzionn Divina
Ouça: Kings of Doom



Constantina “Jaburu” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 > post-rock; experimental
Depois do lançar o auto-intitulado álbum de estréia, o grupo mineiro passou por uma época de mudanças, inclusive na formação, que os levou a repensar seus rumos. Documentando a fase de experiências e apontando pra novos caminhos, essas oito faixas passam por versões de músicas do primeiro disco até estudos de timbres e texturas. Em suas palavras, “registros ao vivo de momentos em livre (in)consciência criativa”. Vale citar também a belíssima arte.

Ouça: De Encontro ao Acaso
Ouça: Treinando Para Ser Chuva (Versão 2)

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Constantina “Constantina” (Le Petit Chambre) * cd * R$ 15,00 > post-rock; experimental
Sexteto de Belo Horizonte, formado das cinzas de bandas excelentes como Retórica e Ana, o Constantina surge como um dos grupos mais promissores do rock experimental brasileiro. O som lembra Explosions in the Sky e Do Make Say Think, todo calcado nas guitarras, mas sem deixar de lado recursos como piano, acordeão, metalofone e programações. Momentos, imagens, lugares, memórias e sentimentos transformados em música e poesia sem palavras.

Ouça: Tudo Possui Um Lugar
Ouça: Ele Já Atravessou Todos os Oceanos do Mundo



Continental Combo “Retiro” (Question Mark) * cd-r * R$ 13,00 > folk-rock; psych-folk
Após o álbum de estréia pela Monstro Discos, o trio paulistano liderado por Sandro Garcia lança seu terceiro EP. Praticamente um registro conceitual em torno da metrópole, o EP foi inspirado no livro “Paris, Paris”, de Irwin Shaw e Ronald Searle. São sete canções inéditas que servem como prévia do futuro álbum, incluindo vinhetas e belas instrumentais, além de faixas que apareceram em versão demo no disco solo de Sandro, lançado pela Open Field.

Ouça: Retiro
Ouça: Frio Polar na Cidade

Visite: www.myspace.com/continentalcombo



Debate “s/t” (Amplitude) * cd * R$ 18,00 > math-rock; pós-hardcore
Tenho certeza de que todo mundo se lembra do Diagonal. Afinal, é um dos grandes grupos de math-rock no Brasil. Porém, desde que entrou num hiato, deixou uma grande lacuna. O Debate é um trio que conta com dois membros do Diagonal: Sérgio Ugeda, também patrão da Amplitude, e Richard Ribeiro, talvez o melhor baterista da cena. Comparar ao Diagonal é injusto; o Debate tem méritos próprios. Mas a quebradeira e guitarras tortas estão firmes!

Ouça: Zé Rico
Ouça: Dito e Feito



Deerhoof “Friend Opportunity” (Kill Rock Stars) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > noise-pop; indie-prog
Parece que o Deerhoof levou mesmo a sério esse negócio de power trio. Com a partida do guitarrista Chris Cohen, os três integrantes remanescentes mergulharam de cabeça no rock progressivo. Com uma japonesinha twee no vocal, claro. Cada novo disco é imprevisível. Numa hora, estão mais pop. Noutra, mais esquisitos. Uma coisa é certa: é cada vez melhor. Afinal, é isso que acontece quando se encontra seu próprio estilo. Um dos discos do ano, já.

Ouça: The Perfect Me
Ouça: + 81



Dia “s/t” (Independente) * cd-r * R$ 15,00 > noise; experimental
Novíssimo projeto de Carlos Issa, mentor do Objeto Amarelo. Quem se lembra do show na Generics sabe o barulho que o Dia apresenta. Ruído analógico, sem truques de computador. O único instrumento no disco é uma mesa de som processando-se continuamente. Doentio.

Ouça: Faixa 1
Ouça: Faixa 3



Diagonal “Detouring Track” (Highlight Sounds) * cd * R$ 14,00 > math-rock; pós-hardcore
Clássico álbum de estréia do Diagonal, de 2000, uma mistura demente de Slint com The Ex e Fugazi com Gang of Four. É difícil descrever, acontece tanto em cada segundo de música, parece que cada um toca uma coisa diferente, que somente fazem sentido juntas. Entendeu?



Diplo “Florida” (Slag / Batidão) * cd * R$ 18,00 > eletrônica; hip-hop
Se você freqüenta as festas da Peligro no Milo Garage, já dançou o hit “Diplo Rhytm”, com sample de Pantera e os Danadinhos. Mas Florida, o primeiro álbum do Diplo, é muito mais. DJ Shadow bobeou e o Diplo é o novo nome no pedaço! O cara sai sampleando tudo feito louco e misturando dancehall, folk, soul, trip-hop, jazz, trilha sonora, rap, krautrock, pop sessentista, electro e não se cansa. É muita coisa, muito bom! Põe pra rolar e sai dançando.

Ouça: Diplo Rhythm
Ouça: Money Power Respect



Diplo “Hollertronix” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 20,00 > mixtape; hip-hop
Antes de lançar o álbum Florida e ficar conhecido no mundo todo, o Diplo já fazia fama na Filadélfia com seus DJ sets e mixtapes. Junto com seu comparsa Low Budget, as mixagens resgatavam o hip hop dirty south e juntavam com miami bass. Isso é pré-funk carioca, mas dá pra sacar porque o gênero pegou o cara de jeito. Quem presenciou o set surpresa na festa da Peligro sabe quanto vale isso. Esse disco, raridade lá fora, é um relançamento exclusivo!

Ouça: Never Scared
Ouça: Thick Jawns

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Dirty Three “Cinder” (Touch & Go) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > post-rock; experimental
Em seu sétimo album, o trio australiano resolveu virar seu mundo de cabeça pra baixo. Para começar, tem até música com vocal! As músicas estão mais curtas e foi a primeira vez que não gravaram ao vivo no estúdio. Perdem um pouco da espontaneidade do improviso, mas ganham nos arranjos elaborados e composições coesas. Ah, e a vocalista no caso é ninguém menos que a Cat Power Chan Marshall, evoluindo a parceria mágica do álbum Moon Pix.

Ouça: Doris
Ouça: Great Waves



Dragonauta “Cabramacabra” (Dias de Garage) * cd arg * R$ 25,00 > heavy metal; stoner-rock
Após o aclamado álbum de estréia, o quinteto portenho finalmente chega ao segundo disco. Se na estréia era apenas mais uma banda de doom, agora se intitula a mais rápida banda de doom de todos os tempos. Para isso, entra uma mistura perfeita de trash metal da Bay Area e NWOBHM. Mais clássico impossível! Só que os caras também são chegados em jazz e rock progressivo, o que deixa tudo bem mais interessante. Numa palavra, Cliff Burton vive.

Ouça: Transmutado
Ouça: Necrogalaxia

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Duplexx + Paulo Vivacqua “Trikids” (Independente) * cd * R$ 22,00 > eletrônica; experimental
Projeto de Bartolo e Léo Monteiro, ambos integrantes da carnavalesca Orquestra Imperial. Só que o lance aqui é absolutamente outro: música eletrônica experimental. O duo alterna instrumentos orgânicos, tradicionais ou não (tem até uma máquina de lavar defeituosa) com sintetizadores, samplers e edições eletrônicas; ao vivo ainda fazem uso de projeções. Essa é a estréia da dupla, que nesse álbum conta com a colaboração do produtor Paulo Vivacqua.

Ouça: Detroit
Ouça: 3Lunar



Echoplex “s/t” (Short) * cd * R$ 10,00 > pós-hardcore; grunge
Confesso que a gente só foi atrás desse disco porque o Richard, batera do Diagonal, toca na banda. No meio do caminho, descobrimos uma puta banda! Tipo grunge new metal, Helmet com Tool e Alice in Chains. Com ex-membros do Dance of Days, IML, Page Four e outras.



Edson “Blossoms” (Independente) * cd-r * R$ 15,00 > sadcore; lo-fi
É com muito prazer que anuncio o primeiro trabalho de Edson, projeto minimalista em voz e violão de um dos integrantes da Open Field Church. Acho que abolir seu sobrenome foi o primeiro gesto minimalista, mas nada se compara ao violão com uma corda a menos. Ainda no mesmo tópico, Edson busca referências nas canções tristes e lentas de nomes como Low, Red House Painters e Tindersticks, fazendo o violão dedilhado acompanhar sua voz densa.

Ouça: Sweet Surrender
Ouça: I Could Smile

Visite: www.myspace.com/edsonblossoms



Efterklang “Springer” (Leaf) * cdep imp * R$ 25,00 R$ 13,00 > post-rock; glitch
Antes de lançar o disco de estréia Tripper e causar um certo burburinho no final de 2004, o octeto dinamarquês Efterklang já havia lançado este EP Springer, apenas em sua terra natal, numa edição absurda que vinha envolta em pelúcia branca. Todos os instrumentos foram gravados separadamente e depois juntados digitalmente para atingirem o efeito atordoante de uma orquestra completa. Você conhece as referências: Sigur Rós, Múm e afins. Incrível!

Ouça: Kloy Gyn
Ouça: Antitech



El Mato A Un Policia Motorizado “Navidad de Reserva” (Laptra) * cd arg * R$ 25,00 > indie-rock; psych-rock
Após lançar seu auto-intitulado álbum de estréia em 2004, o quarteto de La Plata deu inicio a uma trilogia de EPs que ilustra o nascimento, a vida e morte e o fim dos tempos. O passo inicial é este Navidad de Reserva, onde misturam, na definição deles, guitarras distorcidas e melodias de fogo negro. Numa tradução livre, significa um passeio pelo indie-kraut do Yo La Tengo, a lisergia shoegazer do Jesus & Mary Chain e os drones do Velvet Underground.

Ouça: Navidad en los Santos
Ouça: Viejo Ebrio y Perdido



El Robot Bajo El Agua “Solo Resta Sumar” (Estamos Felices) * cd arg * R$ 25,00 > indietronica; lo-fi
Completando o catálogo de trabalhos atuais dos integrantes da finada Jaime Sin Tierra, é a vez de Nicolas Kramer, Lucarda e seu El Robot Bajo El Agua, seguindo Jackson Souvenirs, Juan Stewart e Sebastian Kramer, irmão de Nicolas. Impressionante como uma única banda rendeu tantos grupos bons e tão diferentes entre si. Já no terceiro disco, o Robot humaniza a tecnologia (e vice-versa) com otimismo melancólico, bases eletrônicas e vocais desolados.

Ouça: Asitencia
Ouça: Algo



Elephant Pixel “Folk, Lisergia, Computers” (Estamos Felices) * cd arg * R$ 25,00 > idm; indietronica
Acho que o título desse primeiro álbum do Elephant Pixel já entrega todas as pistas do que vamos encontrar no som. Ainda assim, Franco di Lorenzo, também conhecido como Dilo, agrega valores de outros estilos, principalmente hip hop e post-rock, encontrando seu lugar entre nomes como Savath + Savalas, Plaid e Postal Service. O disco traz diversos remixes e colaborações, expondo os bons contatos do agitador Dilo, cappo do incrível selo Igloo-Rec.

Ouça: Airplanes
Ouça: Surreal Hawaii (Reprise)



Elma “EP” (Amplitude) * cdep * R$ 15,00 > metal; experimental
Primeiro EP do quinteto paulistano que conta com integrantes de bandas como Polara e Are You God? (de volta à ativa!). Com quatro músicas em pouco mais de nove minutos, o Elma vai na contramão de qualquer metal que está sendo feito hoje. Progressivo condensado, três guitarristas, tudo instrumental. Doses concentradas do que Pelican e Boris aprenderam com Melvins e Black Sabbath, ainda mais alto, pesado e barulhento. E a arte? Sem comentários.

Ouça: A Maldição Encantada
Ouça: Aliados Guerreiros



Eric Chenaux “Dull Lights” (Constellation) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > folk; experimental
Um dos pilares da cena de música experimental de Toronto, o guitarrista Eric Chenaux toca literalmente em dezenas de bandas, além de oferecer seus serviços à mesma quantidade de outros artistas, distorcendo e regurgitando definições como psicodelia polifônica, pós-punk minimalista e folk modal. Na estréia pela Constellation, Chenaux emprega a improvisação precisa de sua guitarra a la Derek Bailey em canções ao estilo de antigas baladas escocesas.

Ouça: Worm and Gear
Ouça: Ronnie-Mary



Eternals, The “Rawar Style” (Submarine) * cd * R$ 18,00 > post-rock; dancehall
Após uma bem-sucedida turnê em 2003, para divulgar o split entre Hurtmold e Eternals, a Submarine traz o novo álbum do trio de Chicago. Apesar de não estarem na melhor forma na participação ao lado do Hurtmold, os gringos voltam com tudo em seu segundo álbum, Rawar Style. Cheio de groove e muito mais agressivo, o disco mescla hip hop, dancehall, música eletrônica e experimental, rock, jazz, gravações de campo e por aí vai. Muito bom!

Ouça: High Anxiety
Ouça: Space Dancehall



Fantasmagoria “Abracadabra” (¡Maldita Sea! / Peligro) * cd arg * R$ 18,00 > psych-rock; folk-rock
Com esse novo EP, seu primeiro material inédito desde 2004 e segundo lançamento do selo argentino-brasileiro ¡Maldita Sea!, o ex-Fun People Gori firma o Fantasmagoria como uma das bandas mais importantes do rock argentino atual. São seis canções, entre regravações e inéditas, que caminham por entre folk, psicodelia, rock progressivo e glam, pontuadas por violões inquietos, refletindo o clima ensolarado da costa oeste norte-americana nos anos 60.

Ouça: La Laguna
Ouça: La Paciencia

Visite: www.myspace.com/fantasmalandia



Fantasmagoria “Fantasmagoria” (Independente) * cd arg * R$ 25,00 > psych-rock; folk-rock
Lançado em 2001, o disco de estréia do trio portenho liderado por Gori marca a ruptura do guitarrista com sua antiga banda, os saudosos Fun People. Trocando a guitarra elétrica pelo violão e o hardcore melódico pelas canções hippie, o grupo atinge uma rara combinação de psicodelia, folk, punk e rock clássico, além, é claro, do genuíno espírito glam, escancarado no visual de Gori em suas apresentações, com direito a saltos plataforma e boás de plumas.

Ouça: Bananas
Ouça: Gori Llamando a Rio

Visite: www.myspace.com/fantasmalandia



Fennesz “Venice” (Touch) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > glitch; experimental
Para chegar em Venice, o compositor austríaco Christian Fennesz passou três anos tecendo os conceitos que fizeram de Endless Summer um disco tão aclamado. Casos como esse são cada vez mais raros no urgente cenário da música eletrônica. Tamanho cuidado, porém, não o livrou de um acidente. Quase a um mês da data de lançamento do álbum, seu computador se voltou contra ele e Fennesz perdeu quase todos seus dados. Quase, porque um quarto do disco ainda estava lá. Sem choradeira, Fennesz terminou o disco com a lembrança que tinha dele e foi recompensado simplesmente com o melhor álbum de sua carreira. Colaboradores de outras épocas retribuem o favor, como Burkhard Stangl, membro do grupo de improviso Polwechsel. Exímio guitarrista, Stangl sintetiza a essência de Venice em suas participações, a folk “Laguna” e a shoegazer “Circassian”. Um disco experimental que não quer desprezar a melodia, onde a guitarra, ainda que nem sempre presente, tem papel fundamental. Ficou pequeno pro Kevin Shields.

Ouça: Chateau Rouge
Ouça: Transit



Feu Thérèse “Feu Thérèse” (Constellation) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > avant-rock; experimental
Mais um produto da promíscua cena de música experimental de Montreal, o Feu Thérèse é uma iniciativa do guitarrista Jonathan Parant (Fly Pan Am) e Alexandre St-Onge (Et Sans, Shalabi Effect etc). Dedicado ao compositor vanguardista Luc Ferrari, o álbum cataloga do minimalismo ao post-rock, fazendo paradas no krautrock, no wave e psicodelia. Da síntese perfeita dessas vertentes inovadoras, o grupo tira algo genuinamente extraordinário e novo.

Ouça: Mademoiselle Gentleman
Ouça: L' Homme Avec Coeur Avec Elle



Flaming Lips “At War with the Mystics” (Warner Argentina) * cd arg * R$ 30,00 R$ 15,00 > indie-rock; psych-rock
Muitos de vocês sabem que não sou o maior entusiasta dos Flaming Lips. Mas isso me dá a chance de falar sobre esse novo álbum sem fanatismos. Se não for o melhor disco deles até agora, certamente soa como um passeio inspirado por toda sua carreira, como se a Yoshimi encontrasse o Soft Bulletin em Clouds Taste Metallic. Pegando forte no rock progressivo e na psicodelia, não dá pra não concordar com uma banda que se inspira tanto em Pink Floyd.

Ouça: Yeah Yeah Yeah Song
Ouça: Mr. Ambulance Driver



Fotograma “Anda, Corre, Voa!” (Independente) * cd-r * R$ 10,00 > psych-folk; sadcore
Em 2005, o projeto de Luiz Campos Jr aka Electric Mainline estreou com uma compilação de gravações chamada Sensorial. Com esse passo inicial, o Fotograma se remodelou e virou uma dupla, com a adição de Mariana Cetra, que acrescentou pianos, flautas e dividiu vozes. Nesse registro de cinco canções, o Fotograma caminhou a passos largos rumo a sua própria identidade, aproximando-se mais da música brasileira, sem esquecer as antigas referências.

Ouça: Anda, Corre, Voa!
Ouça: Ponto de Partida



Fotograma “Sensorial” (Independente) * cd-r * R$ 13,00 > folk-rock; sadcore
Primeiro álbum do projeto de Luiz Campos Jr aka Electric Mainline, Sensorial é na verdade uma coletânea de canções que o cara vem registrando desde 1999. Pra quem não sabe, ele é um dos integrantes do Comespace, uma das primeiras bandas de post-rock brasileiras (não conta isso pra Souljazz). Aqui a história é diferente, mas é mais ou menos quando o cara do Slowdive resolveu montar o Mojave 3. Imagens transformadas em som, ou melhor, música.

Ouça: Sigo em Frente
Ouça: Sensorial (Instrumental)



Gardener “New Dawning Time” (Spicy) * cd * R$ 18,00 > grunge; indie-rock
História bonita: um guri ficou chateado por perder um show do Screaming Trees no dia do aniversário e resolveu ligar todo dia pra banda pra tocar com eles. Encheu tanto que ficaram amigos. Ele cresceu e montou uma banda: Seaweed. Gardener é o sonho do guri realizado.

Ouça: Tamed
Ouça: Backseat



Gilbertos, The "Deite-se ao Meu Lado" (Midsummer Madness) * cd * R$ 22,00 > mpb; lo-fi
Novo álbum do projeto do ex-Fellini Thomas Pappon, que aparentemente largou a idéia de sambindie pra fazer MPB um tanto mais convencional, ainda que gravada de forma caseira. Mas o Thomas resolveu mudar o jeito de cantar, agora tá tipo Chico Buarque mais afetado.

Ouça: Pode Me Ligar
Ouça: Dia D



Grenade “Grenade” (Slag) * cd * R$ 18,00 > folk-rock; hard rock
Todo mundo só fala que esse disco foi masterizado pelo mano que mexeu nos Strokes, mas a real é que ele seria muito foda até se fosse o cara que fez o Los Hermanos. É a estréia do Grenade como banda de rock, tem gente falando em disco do ano. Para fãs de Neil Young.

Ouça: Rainmaker
Ouça: Gooday



Gustavo Jobim “Round Mi” (Som Interior) * cd * R$ 18,00 > krautrock; eletrônica
Disco massa! É um dos discos mais alemães que eu já ouvi por aqui. Gustavo Jobim gravou seu álbum de estréia com 19 anos, influenciado por krautrock de sintetizador, minimalismo, música eletrônica e rock progressivo. Só três faixas e quase 73 minutos, sendo a faixa título uma suíte em quatro partes. Round Mi é praticamente um tributo a Tangerine Dream, Klaus Schulze e Phillip Glass, sem deixar de lado a música erudita, pop atual e experimentalismo.

Ouça: Loopsurf-Loopsearch
Ouça: Round Mi: Leaving the Atmosphere



Hacia Dos Veranos “De Los Valles y Volcanes” (Scatter) * cd arg * R$ 25,00 > post-rock; slowcore
O trio de rock surrealista de Buenos Aires levou dois anos para lançar seu álbum de estréia, depois de um bem sucedido EP conceitual de três temas. Nesse intervalo, o grupo virou um quarteto, com a inclusão de uma flautista, e espalhou suas faixas pela Inglaterra, Singapura, Itália e México. No som, ainda lembram uma versão instrumental do Clientele, ou como eu descrevi antes por aqui, um post-rock twee de algum lugar entre Felt e Do Make Say Think.

Ouça: La Última Tarde del Apicultor
Ouça: Verano

Visite: www.myspace.com/haciadosveranos



Hacia Dos Veranos “Fragmentos de una Tarde Somnolienta” (Muy Moderna) * cdep arg * R$ 22,00 > post-rock; slowcore
Auto-intitulados um trio de rock surrealista, o grupo de Buenos Aires estréia nesse pequeno EP conceitual de três canções e título sugestivo. Influenciados por psicodelia, jazz modal e trilhas sonoras de desenhos animados, o filtro do trio transforma isso numa espécie de post-rock twee, soando como uma mistura inimaginável de Felt com Do Make Say Think, sendo freqüentemente descritos como uma versão instrumental do Clientele. E isso é só o começo.

Ouça: Preludio
Ouça: Sueño



Hangedup “Clatter for Control” (Constellation) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > post-rock; experimental
Terceiro álbum da dupla de viola e bateria formada por Eric Craven e Genevieve Heistek, também membros do grupo vanguardista de folk e country Sackville. Mas aqui a história é outra. O Hangedup tem a força de uma banda punk, com viola amplificada e bateria insana. Aproveitando algumas lições do post-rock, montam suas criações com drone e improviso, usando a mesma medida de caos e melodia. Tem até um som com voz no captador da viola!

Ouça: Klang Klang
Ouça: Junk The Clatter



Hau “s/t” (Independente) * cd-r * R$ 10,00 > free-folk; experimental
Primeiros registros da dupla paulistana, de nome inspirado no trabalho do sociólogo Marcel Mauss sobre a cultura dos povos indígenas da América do Norte e das Ilhas Trobriand. Só isso já seria legal, mas Alexandre Nakamura e Thiago Pinheiro, na guitarra e violão, fazem improvisos delicados e introspectivos, com algo de free folk e música oriental, em conexão com grupos como Charalambides e Six Organs of Admittance. Direto pros meus favoritos.

Ouça: Pourquoi
Ouça: 14'22"



Hotel “Térreo” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 > psych-rock; experimental
Projeto do inquieto Douglas Dickel (Blanched, input_output, Pelicano), inspirado no Desert Sessions de Josh Homme, ou seja, a idéia é convidar músicos de bandas diferentes, ou que não costumam tocar juntos, trancar num estúdio e só sair com um disco pronto. Na primeira sessão, Douglas recebe Marcelo Koch (Blanched), Renan Stiegemeier (Farveste, Pelicano) e Yury Hermuche (Firefriend), em improvisos psicodélicos no estilo Acid Mothers Temple.

Ouça: Quarto 110
Ouça: Quarto 101

Visite: www.projetohotel.blogspot.com

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Hurtmold “Hurtmold” (Submarine) * cd * R$ 18,00 > post-rock; experimental
Nesse novo álbum, o quinto registro, o sexteto paulistano continua as idéias que apresentou em Mestro, de 2004. Mas, diferentemente do disco anterior, em que apresentava o caminho que tomaria, isso vem agora de forma natural, como parte de sua personalidade. O resultado é um olhar para o próprio umbigo, dando ao ouvinte o papel de mosca na parede para seguir a evolução do grupo como um trabalho em andamento: cru, livre e imprevisível. Excelente!

Ouça: Sabo
Ouça: Halijascar

Visite: www.myspace.com/hurtmold



Índios Eletrônicos & Angelo Esmanhotto “Hindustrial” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 > experimental; space-rock
O novo disco de André Ramiro e João XXIII é uma colaboração com Angelo Esmanhotto, compositor de trilhas sonoras e especialista em música clássica indiana. Gravado ao vivo, o registro marca o encontro do arsenal indígena de pedais e amplificadores e a delicadeza do sarode do professor. Curiosamente, em sânscrito, sarode (sho-rode) significa barulho bom, o que dá um crédito secular para essa ruidosa, porém harmônica, rivalidade extra-sensorial.

Ouça: Lobisomem Tubarão
Ouça: Anjo Anjo

Visite: www.myspace.com/indioseletronicos

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Índios Eletrônicos with Glen Hall “Índios Eletrônicos with Glen Hall” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 > experimental; space-rock
O novo disco de uma de nossas bandas curitibanas favoritas é a colaboração com o jazzista canadense Glen Hall, que traz na bagagem ligações com nomes de peso como Lee Ranaldo e o lendário arranjador Gil Evans. Executado à distância, o álbum mostra uma faceta ainda mais radical das guitarras experimentais dos Índios Eletrônicos, que usam todo seu arsenal imponente de pedais de efeito para processar os ruídos e ondas sonoras enviadas por Hall.

Ouça: Vírus Glen Glerm
Ouça: Noite da Retirada dos Véus

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Islands “Return to the Sea” (Rough Trade) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > indie-rock; psych-rock
Você se lembra do Unicorns? Uma das bandas mais legais e dementes de Montreal, e olha que lá tem muita banda legal e demente. Lançaram dois discos e terminaram, infelizmente. Mas há males que vêm para o bem, como nesse caso, já que de dois terços da banda nasceu o Islands. Um pouco mais contidos, mas não menos impossíveis. Loucura confinada, diria. Ou refinada. Psicodelia na medida, indie-rock contagiante e um toque especial de hip hop.

Ouça: Don't Call Me Whitney, Bobby
Ouça: Rough Gem



Jackson Souvenirs “Pista Cero” (Estamos Felices) * cd arg * R$ 25,00 > post-rock; space-rock
Essa dupla argentina já existe há mais de 10 anos, mas lançou seu primeiro disco só no ano passado. O som é carregado de referências de post-rock, com algumas paisagens acústicas e um certo minimalismo eletrônico. Algo como um Mogwai sem as explosões de energia, um Boards of Canadá com guitarras, trilha sonora para induzir uma boa noite de sono. O disco carrega em si uma personalidade melancólica, sem pessimismo, só aquela tristeza poética.

Ouça: Ernst
Ouça: Parque de Atracciones



Jacqueline Trash, Los “Cebra” (Scatter) * 2cd arg * R$ 25,00 > pós-punk; psych-rock
Após um álbum e um split com os chilenos lisérgicos The Ganjas, o sexteto portenho volta num disco duplo cheio de atrativos. Primeiro o som, inclassificável, pegando elementos do post-rock, rock progressivo, pós-punk, experimentalismo e psicodelia roqueira dos anos 70. Segundo, uma faixa interativa, com vídeos, animações e até as faixas do disco para remixar. Por fim, o disco traz uma cópia extra, para presentear alguém. Os caras pensaram em tudo.

Ouça: Tu Boca de Vidrio
Ouça: Agua Semicrepuscular

Visite: www.myspace.com/losjacquelinetrash



Jamie Lidell “Multiply” (Ultrapop) * cd arg * R$ 30,00 R$ 15,00 > soul; eletrônica
Quando a gravadora britânica Warp lançou esse álbum, acabou dando um nó na cabeça de algumas pessoas. Muitos ficaram em dúvida se era uma grande piada, só não sabiam se era do Jamie Lidell ou da Warp. Afinal, lançar um disco de soul dentro de um selo de música eletrônica de vanguarda não é pra qualquer um. Mas uma audição mais atenta revela que o cara é muito mais que “o novo Stevie Wonder”. É o elo perdido entre Stax e Squarepusher.

Ouça: Multiply
Ouça: When I Come Back Around

Visite: www.myspace.com/jamielidell



Juan Stewart “El Silencio de las Cosas” (Estamos Felices) * cd arg * R$ 25,00 > post-rock; experimental
Juan Stewart foi baixista e tecladista do grupo Jaime Sin Tierra e compôs trilhas sonoras de filmes de Ezequiel Acuña e Juan Antín, entre outros. Nesse segundo álbum solo, Stewart se antecipou e escreveu uma trilha sonora sem ter nenhum filme em mente. Melhor dizendo, esse filme só existia em sua mente. Totalmente climático, com paisagens sonoras intimistas que passeiam pela música ambient, post-rock e música eletrônica minimalista. Muito bom!

Ouça: Fichin
Ouça: Folavril



Juana Molina “Tres Cosas” (Independente) * cd arg * R$ 25,00 > folk; idm
Tem coisas na música que a gente só vê quando a Europa ou EUA nos mostra. Não falo de ‘dar o aval’, simplesmente de estabalecer uma ponte. A Argentina é aqui do lado e mesmo para os interessados, o intercâmbio é difícil. Esse aqui é o terceiro disco da Juana Molina, lançado lá fora pela Domino, mistura de folk e eletrônica minimalista, tão frágil que parece que vai quebrar. Tudo é econômico e sutil, delicado e belo. Não há nada igual, muito bom!

Ouça: Sálvese Quién Pueda
Ouça: Isabel



Juana Molina “Segundo” (Independente) * cd arg * R$ 25,00 > folk; idm
Fazendo o caminho reverso, a gente gostou tanto de “Tres Cosas” que fomos atrás do disco anterior da hermana Juana Molina. Foi esse aqui que chamou a atenção da Europa e EUA, trazendo uma combinação delicada de folk e eletrônica minimalista, pontuada por uma voz frágil e angelical. Descontem o clichê, mas esse é realmente um disco para fones de ouvido. Cada detalhe merece ser notado, de vozes sobrepostas aos pássaros e mais mil barulhinhos.

Ouça: Martín Fierro
Ouça: El Desconfiado



Kid Koala "Some of My Best Friends Are DJ's" (Ninja Tune) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > eletrônica; hip hop
Pra começar, o Kid Koala é legal porque ele é um chinês canadense. Ou canadense chinês? Sei lá, e digo mais: pianista de formação clássica que resolveu aplicar toda essa teoria sobre as pick-ups. Esse aqui é o segundo disco dele, uma obra que eleva os scratches ao estado de notas musicais. Não estamos falando de um disco de samplers simplesmente, mas um disco onde a pick-up é o instrumento (o único, diga-se de passagem), não apenas o equipamento.



Klauss “Cielos Móviles” (Ultrapop) * cd arg * R$ 25,00 > krautrock; eletrônica
Se por aqui o tecladista Gustavo Jobim mantém acesa a chama do krautrock de sintetizador, na Argentina é função da dupla Klauss, formada por Ernesto Romeo e Alejandro Vazquez, dois cabeludos aficionados pelos anos 70, que amam equipamento analógico sem desprezar o digital. Esse é o primeiro disco dos caras, de 97, relançado recentemente. O mais recente, o duplo Metales Perfectos, esgotou desde a última turnê deles pelo Japão, EUA e Europa.

Ouça: Cielos Móviles
Ouça: Consagracion



Labirinto “Cinza” (Dissenso) * cd-r * R$ 15,00 > post-rock; experimental
Após um split com o Ordinária Hit, o sexteto paulistano lança enfim seu primeiro registro, apresentando grandes mudanças como a inclusão de violoncelo e programações eletrônicas. A banda mudou de novo (o guitarrista Richard Ribeiro, mais conhecido como baterista do Debate, saiu), mas isso é outro papo. Os temas instrumentais em Cinza estão mais abrasivos e imediatos, menos climáticos, mas ainda são norteados fortemente pela música de cinema.

Ouça: Próxima
Ouça: Imbróglio



Lacertae “Berimbau de Cipó Imbé” (Independente) * cd * R$ 19,00 > jazz-rock; experimental
Dupla insana vinda de um povoado nos arredores de Lagarto, em Sergipe. O som pode ir do rock mais tradicional até uns improvisos cabeçudos de jazz, tudo isso segurado apenas por uma guitarra e bateria. Os caras são bons, acreditem. Em breve novo disco pela Amplitude.

Ouça: Abra a Porta
Ouça: Líquido



Lado 2 Estéreo “Liberation” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 > samba; grindcore
Em 2001, Julliano Lima e Josh S. deixaram o Monasterium, um dos grupos precursores do grindcore e metal extremo em Teresina, do qual fizeram parte por sete anos. Contrariando todas as expectativas, a dupla mergulhou no dub eletrônico e no samba, porém sem ignorar suas origens. A primeira experiência resultou no EP Liberation, gravado em Recife ao lado do então também iniciante DJ Dolores. Nosso relançamento ainda inclui duas faixas extras.

Ouça: Liberation
Ouça: Relief?

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Lavajato “Assim Como Tah” (Truma) * cd-r * R$ 13,00 > experimental; glitch
Primeiro disco de uma das minhas bandas favoritas aqui no Brasil. Já divulgavam a idéia da antimúsica, em 15 decomposições sonoras baseadas em testes com seres humanos. Entre os elementos usados pelo grupo estão scanners, violinos, furadeiras e ganidos em português.

Ouça: Esqueça
Ouça: Odeio Música



Lavajato “Ø Mínimo Recomendável” (Truma) * cd-r * R$ 13,00 > experimental; glitch
O release do grupo carioca Lavajato indica que a banda (ou melhor, não-banda) tem entre zero e trinta e cinco integrantes, tocando guitarras, panelas, violão, baixo, ventilador, terra, rádios de pilha, computador, átomos, eletrodos, discman, animais, violino, scanners e tudo que produza sons. Soma-se à constante afirmação de não-música e temos algo realmente interessante nas mãos. A bandeira da antimúsica, erguida pelo primeiro álbum do grupo, Assim Como Tah (2001), carrega a falsa impressão de um pandemônio de cacofonia e barulho. Mas ø mínimo recomendável nos apanha de surpresa com melodias sublimes e entorpecentes mantras vocais. O uso da eletrônica é rudimentar e precário, com resultados intrigantes e surpreendentes, aproximando o Lavajato do coletivo paulistano LSDiscos. Nos fones de ouvido, o disco mostra-se admiravelmente mais complexo. O Lavajato ensina que para destruir a música é necessário absorvê-la e compreendê-la antes. E uma vez destruída, é preciso criá-la mais uma vez.

Ouça: Strech from Tempo
Ouça: Memorando 414 de 31/08/1995



LCD “Interferências” (Independente) * cd-r * R$ 18,00 > improv; experimental



LCD “LCD ao Vivo em Barcelona” (Independente) * cd-r * R$ 18,00 > improv; experimental



Lisandro Aristimuño “39º” (Los Años Luz) * cd arg * R$ 25,00 > folk; indietronica
Terceiro álbum do cantor de Viedma, cidade mais antiga da Patagônia argentina. Apesar de ter se realocado em Buenos Aires, suas composições ainda refletem a atmosfera de sua terra natal. Desse choque surge uma mescla interessante entre o contemporâneo e o folclórico, de maneira extremamente sutil. Incursões eletrônicas dialogam com a chacarera (pronto, agora você conhece outro ritmo popular argentino), somadas a violões dedilhados e vocais únicos.

Ouça: Me Hice Cargo de Tu Luz
Ouça: Tus Canciones

www.myspace.com/lisandroaristi



Lonely Nerd’s Songbox “As An Infantile Under Blanket Fly Away” (Independente) * cd-r * R$ 15,00 > indie-rock; britpop
Já dizia um sumido escriba da imprensa musical nacional que a culpa é toda do Radiohead. No caso do quinteto paranaense Lonely Nerd’s Songbox, ele acertaria na mosca. Além de pescar referências nas bandas do britpop (eles vão a fundo, de Placebo a Suede a Muse), o grupo liderado pelo vocalista DW Ribatski, também do Constanza e outros tantos projetos, anda pelo lado dramático de artistas como Bright Eyes, Jeff Buckley e Smashing Pumpkins.

Ouça: Morning Star
Ouça: Three

Visite: www.myspace.com/lonelynerdssongbox



Loosers “Otha Goat Head” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 > experimental; improv
Na época da Generics, embrião das festas da Peligro, sempre rolava Loosers. Era então uma boa banda de pós-punk. Os portugueses mudaram de rumo totalmente, abraçando a música livre e o improviso, colhendo e processando elementos de gêneros como minimalismo, dub, krautrock, no wave, space-rock, psicodelia, free jazz e outros, em perfeita harmonia com o xamanismo urbano de coletivos como No Neck Blues Band e Sunburned Hand of the Man.

Ouça: Xth
Ouça: The Cops Protect You

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Lulacruza “Do Pretty!” (Independente) * cd arg * R$ 25,00 > folk; idm
A dupla Lulacruza, formada pela colombiana Alejandra Ortiz e o argentino Luis Maurette, nasceu no renomado Berklee College of Music, onde os dois estudavam. Em comum, têm o gosto pela música folclórica sul-americana, gravações de campo, manipulações eletrônicas, paisagens sonoras e ruídos ressonantes, elementos presentes nesse disco de estréia dos dois. Com diversas participações, como Gregg Kowalsky, artista do selo Kranky, e Juan Stewart.

Ouça: El Conocimiento
Ouça: Utría



Lulina e os Causadores “Translúcida” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 > indie-rock; twee
Primeiro álbum de estúdio da cantora recifense, também o primeiro registro com sua banda paulistana, os Causadores. Translúcida é um disco de transição entre os registros caseiros, que já somam por volta de sete álbuns, e o futuro Cristalina, sua estréia oficial. Misturando inéditas e releituras de favoritas ao vivo como “Balada do Paulista” e “Pedrinho Pergunta”, o disco acaba sendo uma espécie de coletânea de melhores momentos. Em 13 faixas, claro.

Ouça: Música pra Boi Dormir
Ouça: Balada do Paulista

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Lulina “Bolhas na Pleura” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 > indie-rock; twee
Reedição do quinto álbum da cantora recifense, parte da série de reedições de todo catálogo da menina fofa, que costuma gravar apenas 13 cópias de seus discos para distribuir para os amigos. No seu universo convivem comediantes moribundos, videogames, formigas, ficção científica, seres verdes, lembranças distorcidas da infância e visões peculiares do dia-a-dia, enxergadas através do colorido caleidoscópio twee da escola Beat Happening e The Pastels.

Ouça: Blebs
Ouça: Faxina no Juízo (Sambinha Lulínico)

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Luna Remoto “Luna Remoto” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 > indie-rock; twee
Resgatando os diários da época do colegial, quatro garotos do interior paulista notaram que suas análises sobre a vida não haviam mudado tanto assim. Adultos que ainda são crianças, crianças que já são adultos. A trilha sonora não pode ser outra senão aquele pop perfeito, de melodias grudentas e refrões intensos, vocais doces e guitarras contagiantes, como Apples in Stereo e Teenage Fanclub aprenderam com Beach Boys e Beatles. Clássico instantâneo!

Ouça: Herói de Plástico
Ouça: Verônica e o Guarda-Chuva

Visite: www.myspace.com/lunaremotobr

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Lunåsigh “Lunåsigh EP” (Fuzzy Nebulae) * cd-r * R$ 8,00 > ambient; space-rock
Kevin Shields, Flying Saucer Attack e Windy & Carl são as grandes referências do projeto Lunåsigh, ou seja, música ambient coberta por uma camada densa de guitarras. Tipo o cara que vendeu as guitarras pra comprar pedal. Mantras de abdução via freqüências alienígenas.

Ouça: Magnetic Voyeur
Ouça: S»kus Reniram



Lunåsigh “Pelagica” (Fuzzy Nebulae) * cd-r * R$ 10,00 > ambient; space-rock
Um dos discos nacionais mais vendidos aqui na Peligro, caso você não acompanhe nossa quentíssima parada, é o EP do Lunåsigh. Por essas e outras, Pelagica era muito aguardado aqui em nossa sede. Mantendo a impecável qualidade na arte e no som, o novo trabalho do Lunåsigh nos leva a uma viagem ao fundo do mar, onde loops, efeitos e feedbacks emulam sensações claustrofóbicas de solidão pressurizada, terror gentil onde a luz do sol não chega.

Ouça: Beluga
Ouça: The multicoloured coral formations upon her skin



Luomo “Paper Tigers” (Casa Del Puente) * cd arg * R$ 30,00 R$ 15,00 > microhouse; eletrônica
O produtor finlandês Sasu Ripatti, celebrado por seu dub digital sob a alcunha de Vladislav Delay, assina suas produções mais acessíveis como Luomo. Inclusive, o termo microhouse (algo entre house, glitch e techno) nasceu numa crítica do primeiro álbum do Luomo. Nesse terceiro registro, suas características linhas de baixo carregadas de dub fundem-se a vocais processados minuciosamente e sintetizadores cristalinos, temperados com glitches difusos.

Ouça: Paper Tigers
Ouça: Really Don't Mind

Visite: www.myspace.com/luomomusic



Lurk Nemesis “The Passion for Cutting Objects” (Fuzzy Nebulae) * cd-r * R$ 10,00 > eletrônica; experimental
Mais um projeto de Alexandre Gomes, fundador do selo Fuzzy Nebulae e responsável pelos sons do Lunåsigh, Tripsine e Ssyeth:e, entre outros. Segundo a descrição do próprio, o Lurk Nemesis cultua o feio, desde o nome até a arte, sem esquecer da música, claro. Tarja preta.



M. Takara “M. Takara com Chankas e Jon” (Slag) * cd * R$ 22,00 > idm; post-rock
Em 2003, quando Maurício Takara (até então mais conhecido na ceninha como baterista do Hurtmold) lançou seu primeiro disco solo, foi uma enorme surpresa. Pouco tempo depois começou a se apresentar ao vivo e em dois minutos se tornou o melhor show da cidade. É tudo isso e não me canso de falar. Cada show é diferente, sempre com algo surpreendente e novo, seja na composição ou maneira de tocar. Não podemos esquecer que Fernando Cappi, também guitarrista do Hurtmold, entrou no jogo e sua contribuição é preciosa para as novas canções. Na guitarra, soa às vezes como a cena de Chicago e Montreal num homem só. A cena em que divide o vibrafone com Takara é uma micagem que Steve Reich aprovaria. Como se não bastasse, o disco ainda recebe o norte-americano Jonathan Gall, o Jon, velho conhecido do underground paulistano do seu tempo de Auto, ao lado de Carlos Issa. É dele também a bela capa do disco.

Ouça: Faixa 1
Ouça: Faixa 3



M. Takara “M. Takara” (Submarine) * cd * R$ 18,00 > idm; post-rock
O nome pode não soar familiar a princípio mas você já ouviu falar dele. Seja tocando com o Instituto, Cidadão Instigado ou Hurtmold, Maurício Takara está em todas. Com um estúdio a disposição, mostra como aproveita bem suas horas vagas nesse álbum de estréia. Absorve minuciosamente detalhes da sonoridade das bandas em que participa, passa o caldo pelo filtro pessoal e recolhe um híbrido de dub, post-rock e música eletrônica experimental. É importante lembrar que M. Takara é um disco solo e totalmente individual. Não poderia ser diferente quando até o nome da obra se funde com o do autor. Takara é o único integrante de sua banda (com exceção do Hurtmold Marcos Gerez em duas faixas), no controle de cada detalhe, instrumento, batida, sampler. Um projeto solo traz liberdade ao soltar amarras do cargo de membro de um grupo. Dessa forma, o baterista dá lugar ao percussionista e programador, a timidez do trompete o conduz ao improviso, onde os dedos passeiam soltos pelo teclado da escaleta.

Ouça: Faixa 01
Ouça: Faixa 09



Mahjongg “Raydoncong 2005” (Cold Crush) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > pós-punk; indie-rock
Certamente esse álbum de estréia do quinteto Mahjongg foi um dos discos mais legais que ouvi no ano passado. Imaginem um híbrido de !!! com Liars, obviamente depois de horas e horas ouvindo discos de bandas do pós-punk inglês como PIL e Gang of Four. Junte aí um forte senso político, muita vontade de fazer todo mundo dançar e pronto! Não é mais uma banda de Nova York, os caras moram numa galeria de arte/casa coletiva em Chicago. Foda!

Ouça: Hot Lava
Ouça: The Rrabbitt



Mamelo Sound System “Velha-Guarda 22” (YB) * cd * R$ 15,00 > hip-hop; eletrônica
Para o quarto álbum (o segundo propriamente dito, nas contas da banda), o Mamelo Sound System resolveu unir duas paixões: hip hop old school e o afro-futurismo. Com a produção impecável de Scott Hard (De La Soul, Wu-Tang), o trio faz a ponte entre Sun Ra e A Tribe Called Quest, Racionais e Fela Kuti, contando com convidados indispensáveis como Nação Zumbi, Céu, Hurtmold, Geanine Marques e outros, além do lendário baterista Tony Allen.

Ouça: Vô-Q-Vô
Ouça: Marte Chamando



Mamelo Sound System “Operação: Parcel ou Remixália” (YB) * cd * R$ 15,00 > hip-hop; eletrônica
Disco de remixes de Urbália, o segundo álbum do grupo paulistano Mamelo Sound System. Pra reinventar as bases e reconstruir gírias, o Mamelo convocou um time de colaboradores de causar inveja. São 12 remixes de nomes como Alexandre Basa (Turbo Trio), Maquinado (projeto do Lucio Maia da Nação Zumbi), DJ Periférico, Parteum e Munhoz (duas figuras fáceis por aqui), Tejo e Rica Amabis (ambos do coletivo Instituto) e o pessoal do Hurtmold.

Ouça: Mega-Montagem Urbália [Tejo Remix]
Ouça: Motel Metrô [Parteum Remix]



Mamma Cadela “Em Busca da Verdade” (Independente) * cd * R$ 15,00 > prog-rock; jazz-rock
Álbum de estréia do quinteto paulistado, que conta em sua formação com Fernando Coelho, guitarrista dos Seychelles, e o produtor Fabio Pinc. Segundo o grupo, o som mistura trilha sonora e rock psicodélico dos anos 70, mas vai um pouco além, pegando elementos do rock progressivo, trip hop, jazz e mesmo chanson (escancarada na participação de Joana Cecatto, do Biônica), com aquela dose exata de cafajestismo a la Serge Gainsbourg. Recomendado!

Ouça: Meus Eletrodomésticos
Ouça: Dentadura de Robô



Marcelo Campello “Projeções” (Independente) * cd * R$ 15,00 > folk; experimental
Parte dos grupos Mombojó e Del Rey, o multiinstrumentista Marcelo Campello mostra uma outra faceta em seu primeiro registro solo, usando o violão de sete cordas como ferramenta. Dividindo 35 curtas faixas por três séries intituladas Projeções, Soturnos e Sonhos, Marcelo parte da influência de ícones como Canhoto da Paraíba e Garoto para intuitivamente tirar o instrumento da clausura do tradicionalismo e seguir um desvio minimalista e experimental.

Ouça: Projeção XI
Ouça: Soturno III

Visite: www.myspace.com/marcelocampello



Marcelo Fabián “Beija Flor” (Independente) * cd arg * R$ 25,00 > idm; ambient dub
Terceiro álbum do produtor e DJ Marcelo Fabián, parte do coletivo Pedigrí, residente das festas Clandestina, em Buenos Aires. Partindo da frieza da música eletrônica experimental, IDM e techno minimalista, Fabián aquece a mistura com ritmos tropicais como dancehall, cumbia e reggaeton, atingindo um híbrido único e bem original, encontrando similaridades, talvez, no ambient dub de nomes como Vladislav Delay, Pole e Kit Clayton. Boa surpresa!

Ouça: Galgo
Ouça: Zapatillas de Tonto



Marfusha “You Don't Know What It Means to Us” (Independente) * cd-r * R$ 15,00 > indie-rock; britpop
Marfusha é um trio de rock de Brasília que cita o Can entre suas influências. Mesmo que o som assumidamente não tenha nada de krautrock, eles com certeza ganham muitos pontos aqui na Peligro! Musicalmente, o grupo traz para seu álbum de estréia referências do indie-rock norte-americano e do britpop, colhendo como resultado algo como um híbrido entre Sonic Youth, Radiohead e My Bloody Valentine. Aposto que tem gente suando por ler isso.

Ouça: Don't
Ouça: Dinosaurs



Matmos “The Rose Has Teeth In The Mouth Of A Beast” (Ultrapop) * cd arg * R$ 30,00 R$ 15,00 > idm; experimental
Pegando pesado no conceito, o duo de São Francisco faz o retrato sonoro (e também visual, no encarte ricamente ilustrado) de pessoas que admiram. A matéria-prima sai de leituras de biografias e sons de objetos importantes para os homenageados, além de gravações teatrais de passagens de suas vidas. Com a ajuda de amigos como Antony, Björk e Kronos Quartet, representam Wittgenstein, Valerie Solanas, Joe Meek e William S. Burroughs, entre outros.

Ouça: Steam and Sequins for Larry Levan
Ouça: Semen Song for James Bidgood

Visite: www.myspace.com/matmos1



Mellotrons “Mellotrons” (Independente) * cd * R$ 22,00 > indie-rock; shoegaze
Na ativa desde 1997, o quarteto recifense Mellotrons lança finalmente seu primeiro álbum, depois de um EP lançado em 2004. Na estréia, o grupo não esconde as fontes em que bebe, desfilando pelas dez composições influências como Sonic Youth, Radiohead e My Bloody Valentine. As letras são todas em inglês, ainda que hoje compõem em português e fazem referências à nossa música. Vale também mencionar o belo encarte e a produção impecável.

Ouça: Evening
Ouça: Tongue



MJP “Passagenz e Interferênciaz” (Independente) * cd-r * R$ 15,00 > idm; hip-hop
Em 2004 o selo paulistano Spanto Records estreou com uma sensacional coletânea em vinil apresentando artistas nacionais de hip hop instrumental, entre eles Marcelo MJP, agora em seu primeiro registro individual. As programações e batidas minimalistas de MJP recebem a valiosa contribuição de DJ Asma, que mostra técnicas de turntablism em sons abstratos e experimentais, além de contar com participações de Marcos Gerez (Hurtmold) e Omig One.

Ouça: Faixa 12
Ouça: Faixa 15

Visite: www.myspace.com/marcelomjp



Momo “A Estética do Rabisco” (Dubas) * cd * R$ 22,00 > folk; chamber pop
Marcelo Frota acumulou idéias e experiências em passagens por Angola, Estados Unidos e Espanha, até se fixar no Rio de Janeiro e despejá-las nessa estréia. Seus heróis são mestres do folk como Tim Buckley e Tim Hardin, ou pilares da MPB como Guilherme Arantes e os tropicalistas, traçando um paralelo com artistas contemporâneos como Devendra Banhart e Antony and the Johnsons, com canções sensíveis, melodias delicadas e letras melancólicas.

Ouça: Flores do Bem
Ouça: Tempestade



Motormama “A Legítima Cia. Fantasma” (Midsummer Madness) * cd * R$ 22,00 > indie-rock; folk-rock
Chegando ao seu segundo álbum, o quinteto de Ribeirão Preto destila uma mistura bastante equilibrada de rock e música country. A receita leva partes iguais do rock universitário dos Pixies e caipirice roqueira do mestre Neil Young, além de uma dose generosa da psicodelia brejeira dos Mutantes, essa escancarada nos duelos dos vocalistas Regis Martins e Gisele Z. Mas a banda não para por aí e passa sem sustos por baladas punk e teclados de churrascaria.

Ouça: Meu Problema com a Bebida
Ouça: Inseto



Muep Etmo “3 Cavera” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 > idm; experimental
Novo disco do projeto solo de Fábio Villas Boas, que responde também por metade do duo experimental Müvi. Segundo o próprio, o álbum apresenta sua visão do hip hop. Tenho que dizer que nunca vi o hip hop com esses olhos, mas se o Pan Sonic se juntasse com o Boards of Canada pra fazer um disco de hip hop, imagino que os resultados seriam tão distorcidos quanto esses. Sabe duma coisa? Depois da explicação, tem tudo a ver. Perturbado e genial.

Ouça: 01
Ouça: 07

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Muep Etmo “Defecção” (Independente) * cd-r * R$ 10,00 > idm; experimental



Muep Etmo “Estranho” (Independente) * 2cd-r * R$ 15,00 > idm; experimental



Muep Etmo “Muep Etmo” (Independente) * cd-r * R$ 10,00 > idm; experimental



Munhoz e Prof. M. Stereo “Beats e Rimas Vol. I” (Independente) * cd-r * R$ 13,00 > hip-hop; eletrônica
Dividindo-se em três personalidades, o produtor e rapper Munhoz mostra todas suas facetas nesse disco que é um misto de mixtape e álbum autoral. Primeiro vem o Munhoz produtor, com bases inovadoras inspiradas nos mestres das antigas; depois o Munhoz rapper de rimas únicas e bem humoradas; finalmente, Professor M. Stereo, responsável pelas instrumentais soturnas e jazzísticas. Com participações de Rhima Rhara, Contrafluxo, Shawlin e outros.

Ouça: Eu Faço Clássicos
Ouça: Passeio Noturno Revisitado



Músicas Intermináveis para Viagem “s/t” (Independente) * cd * R$ 16,00 > post-rock; experimental
Álbum de estréia da dupla de Porto Alegre, formada pela guitarrista Laura L. e o baterista Marcelo Sirtoli. O nome do grupo já diz muita coisa (o interminável é agradável), mas eles ainda preferem definir o som que fazem como trip rock, algo que une paisagens sonoras e distorção. Apesar do projeto só existir há dois anos, o duo toca junto desde 98, emprestando suas composições instrumentais para peças de teatro, performances de dança e instalações.

Ouça: Caixa Preta
Ouça: Balada Zen



Müvi “Você pensa e faz ao contrário” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 > idm; experimental
Vocês se lembram do Gunfunter Kusten, um trio que fez um espetáculo eletro-quadrifônico numa noite da Peligro no Milo Garage? Eles viraram uma dupla e agora atendem por Müvi. Para o primeiro álbum com a nova alcunha, Fábio Villas Boas e Ricardo Carioba entraram numa espiral com a intenção de cavar seu próprio nicho musical, agregando e distorcendo gêneros, com resultados só comparáveis à fase áurea da Warp com Autechre e Aphex Twin.

Ouça: Algum dia
Ouça: Lembro totalmente deste momento

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Mzuri Sana “Ópera Oblíqua” (Trama) * cd * R$ 18,00 > hip-hop; eletrônica
Foi na obra de Machado de Assis que o trio Mzuri Sana se inspirou para compor seu álbum de estréia, depois do EP Bairros Cidades Estrelas Constelações, de 2003. Parteum, Secreto e Suissac filtram influências e referências de tudo e todos à sua volta, mixando do post-rock ao jazz, Guerra nas Estrelas a Pablo Picasso, de Rappin’ Hood a Iggor Cavalera, do hip-hop contemporâneo ao “rap de raiz”, com batidas duras, instrumental direto e versos quebrados.

Ouça: Definição
Ouça: Rap de Raiz



Name, The “Gone” (Independente) * cd-r * R$ 10,00 > pós-punk; indie-rock
Imerso dos pés à cabeça na sonoridade dos anos 80, o trio sorocabano The Name vai além de mero saudosismo. Levando a melancolia de volta para as pistas de dança, o grupo ecoa os grandes momentos de New Order, Depeche Mode, Joy Division, The Cure e Echo & The Bunnymen, mas soa como uma versão atualizada dessa turma. Esse EP de cinco faixas é só o primeiro registro do grupo, que muito breve solta um novo single. Esses caras vão longe.

Ouça: Broken
Ouça: Gone

Visite: www.myspace.com/thenamemusik



Nancy “As Doença” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 > avant-rock; experimental
O primeiro EP da Nancy, Lixorama, entrou já no informativo de estréia da Peligro e desde então não deixou a lista dos mais vendidos. Gostamos muito, logo: novo disco da banda e segundo lançamento da Peligro! Seis faixas, inclusive uma versão deturpada de um som do Carlinhos Brown. Música experimental e vocal suave sussurrando sobre hospitais e sangue. Mais do que nunca, a Nancy atingiu o som que sempre quis fazer: black metal pra namorar.

Ouça: Doe Sangue
Ouça: Sambora

PROMOÇÃO: Pacote Open Field! Escolha quaisquer cinco discos do catálogo do nosso selo e só pague R$ 60,00. Que moleza, hein? Acesse www.openfield.org e escolha agora mesmo.



Natas, Los “El Universo Perdido de Los Natas Vol. I/II” (Oui Oui) * 2cd arg * R$ 25,00 > stoner-rock; psych-rock
Como o título indica, o novo álbum duplo dos Natas é uma compi