Dae. Tenho boas notícias aos que anseiam pela volta da Peligro. Estamos trabalhando duro nos bastidores para essa retomada e o caminho está sendo mais longo do que gostaríamos. Porém, a ansiedade falou mais alto e resolvemos voltar antes de concluir todos os planos. Daqui a aproximadamente um mês (levem o aproximadamente em conta), a Peligro volta em versão beta. O site será provisório, mas o catálogo completamente atualizado e repleto de novidades. A partir daí, as atualizações não param e nossos saudosos boletins voltam a bater na sua caixa postal.

Com tantas coisas novas chegando, é preciso deixar outras para trás. Por isso, enquanto aguardamos a volta da Peligro, esse será o último mês de promoção do catálogo listado no site. E já que é assim, por que não cortar o preço de todos os itens? Aproveitem, agora é hora de completar coleções ou dar aquele presente que você ficou devendo. Nem que seja pra você, qualquer desculpa é válida. Quando retornarmos, todos os preços voltam ao normal. Todos mesmo. Sem falar que a gente tá precisando de espaço pra acomodar todas essas novidades que estamos preparando e só vocês podem ajudar.

Pra encerrar, mais uma surpresa: a Peligro se uniu ao espaço +Soma para apresentar três eventos até o final do ano. A idéia é simples: o encontro de dois artistas em cima do palco. Primeiramente, cada artista apresenta seu próprio trabalho, para enfim unirem-se numa inédita colaboração ao vivo. Estreando o projeto, o gaúcho Pan&Tone encontra o mineiro PB [Anvil FX]. Pode esperar a maior fritação já vista. O encontro acontece nesse sábado, 10 de outubro, a partir de 20h, com entrada a R$ 10. O espaço +Soma fica na Rua Fidalga, 98, na Vila Madalena. Aguardem muitas outras surpresas, estamos só começando.

abraços, gui.





3 ET's Records “Detetive Particular à Moda Antiga” (3 ET's) * cd-r * R$ 15,00 R$ 10,00 > indietronica; lo-fi



3 ET's Records “O Legendário Herói do Espaço e a Misteriosa Luz Negra” (3 ET's) * cd-r * R$ 15,00 R$ 10,00 > indietronica; lo-fi



3 ET's Records “Um Morto Q Viveu” (3 ET's) * cd-r * R$ 15,00 R$ 10,00 > indietronica; lo-fi



7 Magnificoz “Dictador Amor” (Ugly) * cd * R$ 25,00 R$ 15,00 > punk-rock; dubcore
Com Dictador Amor, o 7Magz chega ao seu segundo disco. A banda argentina residente no Brasil estreou com o álbum Per I Qualche Dollaro In Piu, em 2002, levando ao pé da letra o extremismo de Slayer e Bad Brains. Dois anos depois, a história mudou, mas só um pouco. As treze faixas do disco duram pouco mais de vinte minutos, mas há canções épicas, como “Alergico”, com praticamente quatro minutos de duração. Mais punk rock, menos hardcore. Usando essa fórmula, a banda causa surpresa com refrões assobiáveis, percussão tribal e até backing vocals femininos. Por outro lado, pérolas como “Satanic Pandemonium”, com oito segundos de duração (metade disso, na verdade), representam bem a experiência de assistir a banda ao vivo. Se você sempre teve o desejo de saber como seria um disco de death metal produzido por Phil Spector, Dictador Amor responde muitas perguntas. Vale a pena citar a arte do disco, também a cargo do grupo, que recentemente retornou a Buenos Aires, onde divulga o novo trabalho.

Ouça: Chama Viva
Ouça: Satisfação



Adult. “Gimmie Trouble” (YB) * cd * R$ 18,00 R$ 12,00 > neo-electro; electropunk
Primeiro álbum do trio de electro de Detroit pela Thrill Jockey (o novo está a caminho e sai ainda em 2007), mais conhecida como um dos mais importantes selos de post-rock, lançado no Brasil pela YB na ocasião da visita do grupo. O trio abusa de melodias abrasivas, vocais incômodos e batidas secas, soando como um Fischerspooner mais bad vibe, uma espécie de gêmeo mal do Ladytron ou ainda um Stereo Total pós-industrial. Só dá maluco em Detroit.

Ouça: Snare Up the Birds
Ouça: In My Nerves



Advantage, The “Elf Titled” (5 Rue Christine) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > math-rock; post-rock
Dá até um desânimo escrever esse texto porque é impossível descrever toda a mágica dessa banda, que conta com Spencer Seim, guitarrista do Hella, na bateria (esses caras de math-rock sabem tocar qualquer coisa). Basta saber que os caras tocam apenas músicas dos jogos da Nintendo. Sim, aqueles 8-bits, lembra? Mas não tem frescura de usar teclado ou sampler, é tudo na guitarra, baixo e bateria. Post-rock e videogame? Agora que você não sai de casa.

Ouça: Batman: Stage 1
Ouça: Metroid: Kraid's Lair



Againe “A Sutil Arte de Fazer Inimigos: Antologia 1995-2000” (Spicy) * cd * R$ 18,00 R$ 12,00 > hardcore; indie-rock
Clássica banda de hardcore melódico paulistana, principalmente devido ao carisma incrível do vocalista Carlos Diaz (ainda conta com integrantes do Hurtmold e Objeto Amarelo). A antologia soma ao primeiro disco um EP de 98, raridades e faixas de coletâneas. Essencial.

Ouça: Punch in the Eye
Ouça: Eu Queria



Ahlev de Bossa “Ahlev de Bossa” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > post-rock; experimental
Álbum de estréia do supergrupo experimental de Recife, formado por integrantes de bandas como Combo Recife de Improviso, Embuás e Granola. Baseado na composição intuitiva e livre improviso, o Ahlev de Bossa recebe influências de música erudita e popular, juntando minimalismo e rock progressivo, post-rock e concretismo e bossa nova e chorinho e música eletro-acústica. Assim, trompa e violão de sete cordas respiram entre guitarras distorcidas.

Ouça: Papo Cabeça III
Ouça: Señorita Amnesia



Alamos, Los “Emboscada” (¡Maldita Sea! / Peligro) * cd arg * R$ 18,00 R$ 12,00 > psych-country; folk-rock
Depois de elogiada estréia em 2005, o grupo de Buenos Aires segue divulgando seu narco-coutry, inaugurando com um EP o selo argentino-brasileiro ¡Maldita Sea!, nova empreitada da Peligro nos pampas. Expondo suas influências, transformam em suas as canções de Neil Young, East River Pipe, Gérard Bourgeois (via Friends of Dean Martinez) e Spacemen 3, além de versões ao vivo de Cola de Cascabel (com vídeo e tudo!) e La Casa de Las Dagas.

Ouça: Walking with Jesus
Ouça: Cola de Cascabel



Alamos, Los “No Se Menciona la Soga en Casa del Ahorcado” (Scatter) * cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > psych-country; folk-rock
Você já ouviu falar de narco-country? Nem eu, mas essa é a bandeira que o grupo portenho Los Alamos está carregando. E faz muito sentido! Imagine se o Spaceman 3 tocasse música folk, ou ainda, se o Velvet Underground tivesse nascido em Nashville. Como um Calexico chapado, trocando o Arizona pela Patagônia. Com letras em espanhol e inglês, o quinteto concentra sua força no trio de cordas formado por um violão, guitarra lisérgica e bandolim.

Ouça: Lost Alamo
Ouça: La Casa de Las Dagas



Amoeba “Tumba Tu Tumba” (Sniffing) * cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > skate-rock; punk-rock
Segundo trabalho do quinteto de Buenos Aires que carrega conexões e partilha referências com os conterrâneos 7Magz, uma das velhas preferidas aqui na Peligro. Além de carregar a bandeira do hardcore e punk dos anos 80, espelhando Black Flag, Dead Kennedys e Circle Jerks, os caras ainda fazem incursões pela surf music, principalmente na escolha de timbres de guitarra. Pra fechar, ganham mais pontos ao resgatar com orgulho a tarja do skate-rock.

Ouça: Tiruriru
Ouça: Campos de Algodon

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Angst “Não Pise na Placa” (Independente) * cd-r * R$ 12,00 R$ 7,00 > indie-rock; indie-prog
Formada por um integrante da extinta Airbag (grupo que se tornaria nosso Ahlev de Bossa), o quarteto de Recife Angst carrega influências de grandes nomes do indie-rock, como Sonic Youth e Radiohead, mas as trabalha de maneira completamente fora do habitual, incluindo aí referências ao rock progressivo e música popular brasileira. Um baixo sempre presente e uma guitarra barulhenta silenciam para ouvir a flauta transversal. Estranho, mas funciona!

Ouça: Indie Acid Jazz
Ouça: Ghost & Flowers



Are You God? “Miranda” (2+2=5) * cd * R$ 18,00 R$ 12,00 > grindcore; death metal
Novo disco de uma das bandas mais criativas do grindcore nacional. Causadores natos, suas ações lendárias incluem um show em que o vocalista participou por vídeo e uma polêmica apresentação em playback, abrindo para o Brujeria. Mantendo a linha, para ouvir o álbum é preciso literalmente destruir a embalagem, entre outras surpresas. Tudo isso não tira crédito da música, uma versão aperfeiçoada do metal oitentista de Napalm Death e Morbid Angel.

Ouça: Dancei
Ouça: O Caminho das Pedras

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Ästerdon “...And It Starts” (Igloo) * cdep * R$ 13,00 R$ 8,00 > stoner-rock; hard rock
EP de estréia do grupo paulistano liderado pelo vocalista Marcelo Viegas, responsável pelo clássico selo Short. Com seis faixas (mais outra escondida, “True Sounds of Revenge”, da coletânea Locos Gringos Have a Party: The South American Stoner Rock), o grande mérito do disco é apresentar uma sonoridade inspirada nas bandas dos 70 (AC/DC, Black Sabbath) e 90 (Helmet, Fu Manchu), com personalidade mais do que o suficiente para soar original.

Ouça: No, Nobody
Ouça: Castration! Double Castration!



Axial “Axial” (Independente) * cd * R$ 15,00 R$ 10,00 > eletrônica; folk
Primeiro álbum do projeto de Sandra Ximenez e Felipe Julián que reúne canções folclóricas e composições eletroacústicas. Com vocais delicados e instrumentação sutil, a dupla passa pelas canções de escravos do Haiti, adaptações de orikis do candomblé baiano, tambores de mina de São Luís do Maranhão, cocos da Paraíba anotados por Mario de Andrade, textos de João Guimarães Rosa e não param aí, pontuando com gravações de campo e programações.

Ouça: Papaloko
Ouça: Tamanquero

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Ballet “Desconstruindo Nazaré” (Faster) * cd * R$ 14,00 R$ 9,00 > pós-hardcore; math-rock
Disco de estréia do quarteto de Belo Horizonte, lançado pela Faster, selo da própria banda. Quase todo instrumental (o álbum tem apenas três faixas com voz), Desconstruíndo Nazaré mescla elementos de pós-hardcore e math-rock, mas também deixa bem claro que o Ballet ouve muito indie-rock, emo antigo (já dá pra falar assim, né?), jazz e música brasileira, incluindo-se como o terceiro elemento na tríade que conta com Polara e College. Excelente!

Ouça: Vitão Seja Louvado
Ouça: Segredo da Mironga



BillyGoat / Flaming Moe / SonicVolt “Playing at the Sun” (Válvula) * cd * R$ 15,00 R$ 10,00 > stoner-rock; hard rock
O segundo lançamento da Válvula é um split com três bandas brasileiras responsáveis por consolidar o stoner-rock no país. São cinco faixas de cada grupo, começando com o hard rock setentista do Billygoat, do Rio de Janeiro. Na seqüência vem o Flaming Moe, de São Paulo, influenciados pelos suecos do Hellacopters. Fechando o disco, os gaúchos do Sonic Volt formam a única banda das três que se arrisca no português. O chamado rock pauleira!

Ouça: Stoned and Paranoid BillyGoat
Ouça: O Diabo Ouve Jazz SonicVolt



Blanched “Avalanched” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > post-rock; experimental
Gravado em 2006, o terceiro registro do grupo gaúcho finalmente surge à tona, numa época em que o quinteto passa por um hiato indeterminado. Se no último capítulo, Blanched toca Angelopoulos, de 2004, seguiam com precisão a escola pós-Mogwai de Mono e Explosions in the Sky, agora vemos uma banda mais madura, de composições livremente estruturadas e afinações atípicas, experimentando novos instrumentos como flauta transversal e acordeão.

Ouça: Barbaritude
Ouça: O Final de O Incrível Hulk

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Blanched “Blanched Toca Angelopoulos” (Independente) * cd-r * R$ 10,00 R$ 5,00 > post-rock; experimental
O terceiro EP dessa banda gaúcha me pegou de surpresa. Bem diferente desde sua primeira formação, em 2001, o grupo largou os teclados, diminuiu ainda mais o falatório e entrou de vez no pós-rock. A voz é cada vez mais apenas um instrumento e o som está moderníssimo, na linha de bandas pós-Mogwai como Explosions in the Sky e Mono. Os climas são ideais, alternando com precisão a repetição dos momentos tranqüilos e os crescendos bombásticos.

Ouça: Triste dos que procuram dentro de si respostas porque lá só há espera
Ouça: Hoje Eu Tou Melhor



Blue Afternoon “Radio Sessions” (Open Field) * cd-r * R$ 15,00 R$ 10,00 > folk; avant-rock
Difícil falar do próprio disco sem parecer arrogante, mas nesse caso, Radio Sessions é o que o próprio nome diz. Gravado no início de 2004, no meio de uma seqüência de shows, o disco é dividido ao meio em partes acústica, na rádio UOL, e elétrica, na rádio Brasil 2000. Único registro da banda incrível que me acompanha ao vivo, formada por lendas da cena: Eduardo e Bruno Ramos, Pedro Palhares e Ronaldo Evangelista. Limitado em 100 cópias.

Ouça: I Can't Cry
Ouça: The Fading Song



Blue Afternoon “Folxploitation” (Bizarre) * cd * R$ 18,00 R$ 12,00 > folk; avant-rock
O Blue Afternoon contraria àqueles que acreditam que apenas bons músicos podem fazer boa música. Guilherme Barrella, o homem por trás do projeto, não conhece uma linha de teoria musical, não sabe tocar nenhum instrumento, mas é dono de sensibilidade e de talento incomuns. Suas composições são de uma beleza e melancolia ímpares, e tomam forma em Folxploitation pelas mãos de amigos que tocam violão, guitarra, cello, piano e gaita, nos levando a uma viagem por paisagens cinzentas que poderiam estar em um filme de Tim Burton. Uma viagem na qual encontramos Leonard Cohen saindo de um bar, onde o Tindersticks fazia uma apresentação e Nick Cave conversava com Bob Dylan sobre a obra do grande Tim Hardin. Uma viagem por terras sombrias na qual facilmente nos perderíamos, não estivéssemos guiados pela voz grave de Barrella, cantando a tristeza de um modo que não conseguimos ficar impassíveis diante dela. Seguimos, então, encantados pelo bardo até o fim da viagem e logo queremos voltar ao início. (Katia Abreu)

Ouça: Ready for the Worse
Ouça: Green Eyes



Bonifrate “Os Anões da Villa do Magma” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > psych-folk; folk-rock
O baú dos Supercordas guarda segredos como Psylocibian Devils e Vitrola Photossintética, projetos antigos, porém não esquecidos, de seus integrantes. Dessa safra emerge o segundo registro do guitarrista e vocalista Bonifrate, gravado em 2005. A sonoridade já apontava pra o que viria a desenvolver com o genial Seres Verdes, dos Supercordas, buscando idéias na psicodelia e folk-rock, tirando a cartola para os mestres Syd Barrett, Beto Guedes e Beatles.

Ouça: Bolhas de Vidro
Ouça: No Try (Capela)

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Bug, The “Pressure” (Tigerbeat6) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > grime; dancehall
Como só se fala de grime, cá está o melhor disco do melhor artista do estilo. Lançado pela Rephlex, selo que inventou o grime, propriedade do Aphex Twin. Um disco de dancehall, não fossem as batidas doentias. Se tiver um Mad Max 4, essa é a trilha sonora. O disco tem o melhor grime já feito: Killer (veja a coletânea Shockout), onde o cara canta tão grave que parece que está dentro de um cano! Ouvi dizer que The Bug toca no Brasil esse ano. Será?

Ouça: Beats, Bombs, Bass, Weapons
Ouça: Thief of Dreams



Caio Marques “Caio Marques” (Independente) * cd-r * R$ 13,00 R$ 8,00 > folk-rock; hip-hop
Em seu primeiro trabalho solo, Caio Marques, vocalista e compositor de grupos como Bad Folks e Frutos Madurinhos do Amor, se dispôs a criar um novo jeito de fazer música pop. Não sei dizer se conseguiu, mas a mistura de hip hop, samba, folk e bossa nova certamente soa bastante peculiar. Me vem à cabeça uma imagem absurda do Wilson Simonal tocando Velvet Underground no encerramento de um episódio de Gilmore Girls. E o flow é intenso!

Ouça: A Noite Nem Acabou
Ouça: Desista



Calexico “Garden Ruin” (Quarterstick) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > indie-rock; folk-rock
Teve uma época em que eu tinha certeza de que o Calexico viraria uma dessas bandas indie grandes, que todo mundo gosta, tipo Sonic Youth. Hoje não acredito mais nisso, mas nesse quinto álbum, eles deixam um pouco aquela aura de post-country-mariachi para abraçar de vez a música pop. Claro que tudo que os marcou ainda está presente (cadê as instrumentais, po), mas completamente absorvido e mesclado nesse novo som. Calexico é o Eagles indie.

Ouça: Cruel
Ouça: Roka



Camões Let’s Go “Camões Let’s Go” (LSDiscos) * cd-r * R$ 9,99 R$ 5,00 > eletrônica; hard rock
O misterioso novo associado do coletivo paulistano, oculto por trás desse ótimo nome, traz a LSDiscos sua música eletrônica esquizofrênica e experimental, cheia de colagens bizarras e referências pouco ortodoxas de hard rock setentista. Friton fudido! Dá medo, recomendo.



Chambaril “Chambaril” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > indietronica; lo-fi
Diretamente de Recife, a dupla Chambaril tem tudo a ver com artistas como Avalanches e Go! Team, apesar de completamente imersa na cultura local. A questão é que são capazes de reunir numa só faixa um incontável número de samples e referências, além de estética e sonoridade completamente lo-fi, mais ritmos e batidas que reverenciam a verdadeira música popular brasileira. Psicodelia, hip hop e música brega, compilados numa fita cassete. Foda!

Ouça: Som de Ladrão
Ouça: Desculpa Aí

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Charts, The “São Paulo em PB” (Solaris) * cd-r * R$ 15,00 R$ 10,00 > mod; psych-rock
Antes do Continental Combo, e até mesmo antes do Momento 68, Sandro Garcia liderava uma das mais importantes bandas pós-mod no Brasil, os Charts. Começaram e terminaram junto com os anos 90, deixando como registro apenas o disco Carbônicos, de 96. Isto é, até agora. Única referência do repertório inédito que a banda tocava ao vivo, o novo disco traz faixas gravadas em 98 e 99, só agora resgatadas por Flávio Telles e Sandro Garcia. Demais!

Ouça: Displays
Ouça: São Paulo em PB



Cine Victória “Muro” (Independente) * cd-r * R$ 15,00 R$ 10,00 > noise; experimental



Cine Victória “Não Meu Amor” (Independente) * cd-r * R$ 15,00 R$ 10,00 > noise; experimental



Cine Victória “Plug” (Independente) * cd-r * R$ 15,00 R$ 10,00 > noise; experimental



Cine Victória “Povo” (Independente) * cd-r * R$ 15,00 R$ 10,00 > noise; experimental



Colorir “A Clínica do Olho” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > improv; experimental
Como num jogo, o novo disco do duo nômade gaúcho explora diferentes combinações entre guitarra e bateria. Cada uma das seis faixas foi gravada num único take, em salas diferentes e no improviso, com regras distintas. Por exemplo, numa delas, o baterista Peter Francis só escuta seu instrumento, enquanto o guitarrista Dom Pedro escuta os dois, com o metrônomo marcando o compasso. Noutra, eles invertem tudo e ainda dispensam o metrônomo. Insano!

Ouça: Faixa 4
Ouça: Faixa 5

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Colorir “Os Humores do Poeta” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > improv; experimental
Acho que o Colorir escolhe seus desafios por eliminação. Dá até pra enxergar Peter Francis e Dom Pedro sentados num banco de praça se perguntando o que fazer. Um giro pela Ásia? Boa. Usar um gerador pra tocar dentro de uma cachoeira? Já foi. Fazer a alegria da piazada de uma escola primária? Feito. Deve ter sido assim que caíram na dança contemporânea. A dupla apresentou sua trilha sonora também ao vivo, em turnê com a Cia de Dança Mimese.

Ouça: Cangaceiro
Ouça: Leram Minha Alma

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Colorir “Música Livre” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > improv; experimental
Militando nas mais diversas frentes, o Colorir já levou sua música para praias, praças e até manicômios. Suas ações fogem tanto do padrão que a gente até estranha quando os caras se envolvem em algo mais convencional, como emprestar suas composições instantâneas para a trilha sonora de um documentário. A não ser que o tema seja música livre, talvez a grande bandeira da dupla. Gravado ao vivo, sem intervenções, no Teatro de Arena de Porto Alegre.

Ouça: Faixa 1 [trecho 1]
Ouça: Faixa 1 [trecho 2]

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Colorir + Koll Witz “4 Não Lugares” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > improv; experimental
A incansável dupla gaúcha Colorir ainda encontra tempo pra organizar seu próprio festival, dedicado à música livre. Itinerante, como seus criadores, o evento gera o intercâmbio entre artistas como Pan&Tone, Índios Eletrônicos e Constantina, só pra ficar nos colegas de selo, e trouxe ao país nomes como o polonês Zbigniew Karkowski. Essa gravação, com o duo de improvisação livre orgânico-acústica Koll Witz, é o registro de uma dessas incríveis festas.

Ouça: Vento
Ouça: Água

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Colorir “Noite Madrugada Infinito” (Independente) * cd-r * R$ 10,00 R$ 5,00 > post-rock; experimental
Primeiro álbum desse duo nômade de Porto Alegre, atualmente radicado em Florianópolis. Formados apenas por guitarra e bateria e guiados unicamente pela vontade de tocar, os dois saem viajando por aí, levando música livre e composições instantâneas para onde podem, desde praças, praias e manicômios até bares, casas noturnas e centros acadêmicos. Para essa estréia, editam 45 minutos de improvisos, gravações analógicas e mixagens em tempo real.

Ouça: Noite
Ouça: Madrugada



ColorTv “Past Present's The Wrong Side of The Road” (Igloo) * cd * R$ 14,00 R$ 9,00 > grunge; indie-rock
O grunge vive! Inspirados fortemente em Foo Fighters, o projeto paralelo de Bill e Jukinha, ambos da banda de hardcore Tuneful Chaos, mostra que ainda é possível fazer nova música seguindo as lições de Nirvana, Mudhoney e Superchunk, equilibrando perfeitamente peso e melodia, guitarras pesadas e distorcidas, bateria incansável e vocais contagiantes. Daquelas combinações pra sair pulando. Tava na hora de alguém tirar a camisa de flanela do armário!

Ouça: Home Past Pictures
Ouça: Get Me Rid



Comme “Colchones de Fe” (Sniffing) * cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > post-rock; experimental
Resistindo há mais de dez anos no underground argentino, o trio de Buenos Aires Comme chega ao seu novo trabalho com a percepção apurada do que desenvolveu ao longo de todo esse tempo. Com equipamentos antigos e espírito punk, o grupo passa por cima de gêneros como post-rock, krautrock, noise, doom e música experimental, chegando num híbrido que traz a mente nomes como Godspeed You! Black Emperor, Fugazi, Tortoise e Amon Düül.

Ouça: Intervenzionn Divina
Ouça: Kings of Doom



Constantina “Jaburu” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > post-rock; experimental
Depois do lançar o auto-intitulado álbum de estréia, o grupo mineiro passou por uma época de mudanças, inclusive na formação, que os levou a repensar seus rumos. Documentando a fase de experiências e apontando pra novos caminhos, essas oito faixas passam por versões de músicas do primeiro disco até estudos de timbres e texturas. Em suas palavras, “registros ao vivo de momentos em livre (in)consciência criativa”. Vale citar também a belíssima arte.

Ouça: De Encontro ao Acaso
Ouça: Treinando Para Ser Chuva (Versão 2)



Constantina “Constantina” (Le Petit Chambre) * cd * R$ 15,00 R$ 10,00 > post-rock; experimental
Sexteto de Belo Horizonte, formado das cinzas de bandas excelentes como Retórica e Ana, o Constantina surge como um dos grupos mais promissores do rock experimental brasileiro. O som lembra Explosions in the Sky e Do Make Say Think, todo calcado nas guitarras, mas sem deixar de lado recursos como piano, acordeão, metalofone e programações. Momentos, imagens, lugares, memórias e sentimentos transformados em música e poesia sem palavras.

Ouça: Tudo Possui Um Lugar
Ouça: Ele Já Atravessou Todos os Oceanos do Mundo



Continental Combo “Retiro” (Question Mark) * cd-r * R$ 13,00 R$ 8,00 > folk-rock; psych-folk
Após o álbum de estréia pela Monstro Discos, o trio paulistano liderado por Sandro Garcia lança seu terceiro EP. Praticamente um registro conceitual em torno da metrópole, o EP foi inspirado no livro “Paris, Paris”, de Irwin Shaw e Ronald Searle. São sete canções inéditas que servem como prévia do futuro álbum, incluindo vinhetas e belas instrumentais, além de faixas que apareceram em versão demo no disco solo de Sandro, lançado pela Open Field.

Ouça: Retiro
Ouça: Frio Polar na Cidade

Visite: www.myspace.com/continentalcombo



Debate “s/t” (Amplitude) * cd * R$ 18,00 R$ 12,00 > math-rock; pós-hardcore
Tenho certeza de que todo mundo se lembra do Diagonal. Afinal, é um dos grandes grupos de math-rock no Brasil. Porém, desde que entrou num hiato, deixou uma grande lacuna. O Debate é um trio que conta com dois membros do Diagonal: Sérgio Ugeda, também patrão da Amplitude, e Richard Ribeiro, talvez o melhor baterista da cena. Comparar ao Diagonal é injusto; o Debate tem méritos próprios. Mas a quebradeira e guitarras tortas estão firmes!

Ouça: Zé Rico
Ouça: Dito e Feito



Diplo “Hollertronix” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 R$ 10,00 > mixtape; hip-hop
Antes de lançar o álbum Florida e ficar conhecido no mundo todo, o Diplo já fazia fama na Filadélfia com seus DJ sets e mixtapes. Junto com seu comparsa Low Budget, as mixagens resgatavam o hip hop dirty south e juntavam com miami bass. Isso é pré-funk carioca, mas dá pra sacar porque o gênero pegou o cara de jeito. Quem presenciou o set surpresa na festa da Peligro sabe quanto vale isso. Esse disco, raridade lá fora, é um relançamento exclusivo!

Ouça: Never Scared
Ouça: Thick Jawns



Dragonauta “Cabramacabra” (Dias de Garage) * cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > heavy metal; stoner-rock
Após o aclamado álbum de estréia, o quinteto portenho finalmente chega ao segundo disco. Se na estréia era apenas mais uma banda de doom, agora se intitula a mais rápida banda de doom de todos os tempos. Para isso, entra uma mistura perfeita de trash metal da Bay Area e NWOBHM. Mais clássico impossível! Só que os caras também são chegados em jazz e rock progressivo, o que deixa tudo bem mais interessante. Numa palavra, Cliff Burton vive.

Ouça: Transmutado
Ouça: Necrogalaxia

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Duplexx + Paulo Vivacqua “Trikids” (Independente) * cd * R$ 22,00 R$ 15,00 > eletrônica; experimental
Projeto de Bartolo e Léo Monteiro, ambos integrantes da carnavalesca Orquestra Imperial. Só que o lance aqui é absolutamente outro: música eletrônica experimental. O duo alterna instrumentos orgânicos, tradicionais ou não (tem até uma máquina de lavar defeituosa) com sintetizadores, samplers e edições eletrônicas; ao vivo ainda fazem uso de projeções. Essa é a estréia da dupla, que nesse álbum conta com a colaboração do produtor Paulo Vivacqua.

Ouça: Detroit
Ouça: 3Lunar



Echoplex “s/t” (Short) * cd * R$ 10,00 R$ 5,00 > pós-hardcore; grunge
Confesso que a gente só foi atrás desse disco porque o Richard, batera do Diagonal, toca na banda. No meio do caminho, descobrimos uma puta banda! Tipo grunge new metal, Helmet com Tool e Alice in Chains. Com ex-membros do Dance of Days, IML, Page Four e outras.



Edson “Blossoms” (Independente) * cd-r * R$ 15,00 R$ 10,00 > sadcore; lo-fi
É com muito prazer que anuncio o primeiro trabalho de Edson, projeto minimalista em voz e violão de um dos integrantes da Open Field Church. Acho que abolir seu sobrenome foi o primeiro gesto minimalista, mas nada se compara ao violão com uma corda a menos. Ainda no mesmo tópico, Edson busca referências nas canções tristes e lentas de nomes como Low, Red House Painters e Tindersticks, fazendo o violão dedilhado acompanhar sua voz densa.

Ouça: Sweet Surrender
Ouça: I Could Smile

Visite: www.myspace.com/edsonblossoms



El Robot Bajo El Agua “Solo Resta Sumar” (Estamos Felices) * cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > indietronica; lo-fi
Completando o catálogo de trabalhos atuais dos integrantes da finada Jaime Sin Tierra, é a vez de Nicolas Kramer, Lucarda e seu El Robot Bajo El Agua, seguindo Jackson Souvenirs, Juan Stewart e Sebastian Kramer, irmão de Nicolas. Impressionante como uma única banda rendeu tantos grupos bons e tão diferentes entre si. Já no terceiro disco, o Robot humaniza a tecnologia (e vice-versa) com otimismo melancólico, bases eletrônicas e vocais desolados.

Ouça: Asitencia
Ouça: Algo



Elma “EP” (Amplitude) * cdep * R$ 15,00 R$ 10,00 > metal; experimental
Primeiro EP do quinteto paulistano que conta com integrantes de bandas como Polara e Are You God? (de volta à ativa!). Com quatro músicas em pouco mais de nove minutos, o Elma vai na contramão de qualquer metal que está sendo feito hoje. Progressivo condensado, três guitarristas, tudo instrumental. Doses concentradas do que Pelican e Boris aprenderam com Melvins e Black Sabbath, ainda mais alto, pesado e barulhento. E a arte? Sem comentários.

Ouça: A Maldição Encantada
Ouça: Aliados Guerreiros



Eric Chenaux “Dull Lights” (Constellation) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > folk; experimental
Um dos pilares da cena de música experimental de Toronto, o guitarrista Eric Chenaux toca literalmente em dezenas de bandas, além de oferecer seus serviços à mesma quantidade de outros artistas, distorcendo e regurgitando definições como psicodelia polifônica, pós-punk minimalista e folk modal. Na estréia pela Constellation, Chenaux emprega a improvisação precisa de sua guitarra a la Derek Bailey em canções ao estilo de antigas baladas escocesas.

Ouça: Worm and Gear
Ouça: Ronnie-Mary



Eternals, The “Rawar Style” (Submarine) * cd * R$ 18,00 R$ 12,00 > post-rock; dancehall
Após uma bem-sucedida turnê em 2003, para divulgar o split entre Hurtmold e Eternals, a Submarine traz o novo álbum do trio de Chicago. Apesar de não estarem na melhor forma na participação ao lado do Hurtmold, os gringos voltam com tudo em seu segundo álbum, Rawar Style. Cheio de groove e muito mais agressivo, o disco mescla hip hop, dancehall, música eletrônica e experimental, rock, jazz, gravações de campo e por aí vai. Muito bom!

Ouça: High Anxiety
Ouça: Space Dancehall



Fantasmagoria “Abracadabra” (¡Maldita Sea! / Peligro) * cd arg * R$ 18,00 R$ 12,00 > psych-rock; folk-rock
Com esse novo EP, seu primeiro material inédito desde 2004 e segundo lançamento do selo argentino-brasileiro ¡Maldita Sea!, o ex-Fun People Gori firma o Fantasmagoria como uma das bandas mais importantes do rock argentino atual. São seis canções, entre regravações e inéditas, que caminham por entre folk, psicodelia, rock progressivo e glam, pontuadas por violões inquietos, refletindo o clima ensolarado da costa oeste norte-americana nos anos 60.

Ouça: La Laguna
Ouça: La Paciencia

Visite: www.myspace.com/fantasmalandia



Fennesz “Venice” (Touch) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > glitch; experimental
Para chegar em Venice, o compositor austríaco Christian Fennesz passou três anos tecendo os conceitos que fizeram de Endless Summer um disco tão aclamado. Casos como esse são cada vez mais raros no urgente cenário da música eletrônica. Tamanho cuidado, porém, não o livrou de um acidente. Quase a um mês da data de lançamento do álbum, seu computador se voltou contra ele e Fennesz perdeu quase todos seus dados. Quase, porque um quarto do disco ainda estava lá. Sem choradeira, Fennesz terminou o disco com a lembrança que tinha dele e foi recompensado simplesmente com o melhor álbum de sua carreira. Colaboradores de outras épocas retribuem o favor, como Burkhard Stangl, membro do grupo de improviso Polwechsel. Exímio guitarrista, Stangl sintetiza a essência de Venice em suas participações, a folk “Laguna” e a shoegazer “Circassian”. Um disco experimental que não quer desprezar a melodia, onde a guitarra, ainda que nem sempre presente, tem papel fundamental. Ficou pequeno pro Kevin Shields.

Ouça: Chateau Rouge
Ouça: Transit



Feu Thérèse “Feu Thérèse” (Constellation) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > avant-rock; experimental
Mais um produto da promíscua cena de música experimental de Montreal, o Feu Thérèse é uma iniciativa do guitarrista Jonathan Parant (Fly Pan Am) e Alexandre St-Onge (Et Sans, Shalabi Effect etc). Dedicado ao compositor vanguardista Luc Ferrari, o álbum cataloga do minimalismo ao post-rock, fazendo paradas no krautrock, no wave e psicodelia. Da síntese perfeita dessas vertentes inovadoras, o grupo tira algo genuinamente extraordinário e novo.

Ouça: Mademoiselle Gentleman
Ouça: L' Homme Avec Coeur Avec Elle



Flaming Lips “At War with the Mystics” (Warner Argentina) * cd arg * R$ 30,00 R$ 15,00 > indie-rock; psych-rock
Muitos de vocês sabem que não sou o maior entusiasta dos Flaming Lips. Mas isso me dá a chance de falar sobre esse novo álbum sem fanatismos. Se não for o melhor disco deles até agora, certamente soa como um passeio inspirado por toda sua carreira, como se a Yoshimi encontrasse o Soft Bulletin em Clouds Taste Metallic. Pegando forte no rock progressivo e na psicodelia, não dá pra não concordar com uma banda que se inspira tanto em Pink Floyd.

Ouça: Yeah Yeah Yeah Song
Ouça: Mr. Ambulance Driver



Fotograma “Anda, Corre, Voa!” (Independente) * cd-r * R$ 10,00 R$ 5,00 > psych-folk; sadcore
Em 2005, o projeto de Luiz Campos Jr aka Electric Mainline estreou com uma compilação de gravações chamada Sensorial. Com esse passo inicial, o Fotograma se remodelou e virou uma dupla, com a adição de Mariana Cetra, que acrescentou pianos, flautas e dividiu vozes. Nesse registro de cinco canções, o Fotograma caminhou a passos largos rumo a sua própria identidade, aproximando-se mais da música brasileira, sem esquecer as antigas referências.

Ouça: Anda, Corre, Voa!
Ouça: Ponto de Partida



Fotograma “Sensorial” (Independente) * cd-r * R$ 13,00 R$ 8,00 > folk-rock; sadcore
Primeiro álbum do projeto de Luiz Campos Jr aka Electric Mainline, Sensorial é na verdade uma coletânea de canções que o cara vem registrando desde 1999. Pra quem não sabe, ele é um dos integrantes do Comespace, uma das primeiras bandas de post-rock brasileiras (não conta isso pra Souljazz). Aqui a história é diferente, mas é mais ou menos quando o cara do Slowdive resolveu montar o Mojave 3. Imagens transformadas em som, ou melhor, música.

Ouça: Sigo em Frente
Ouça: Sensorial (Instrumental)



Gardener “New Dawning Time” (Spicy) * cd * R$ 18,00 R$ 12,00 > grunge; indie-rock
História bonita: um guri ficou chateado por perder um show do Screaming Trees no dia do aniversário e resolveu ligar todo dia pra banda pra tocar com eles. Encheu tanto que ficaram amigos. Ele cresceu e montou uma banda: Seaweed. Gardener é o sonho do guri realizado.

Ouça: Tamed
Ouça: Backseat



Gilbertos, The "Deite-se ao Meu Lado" (Midsummer Madness) * cd * R$ 22,00 R$ 15,00 > mpb; lo-fi
Novo álbum do projeto do ex-Fellini Thomas Pappon, que aparentemente largou a idéia de sambindie pra fazer MPB um tanto mais convencional, ainda que gravada de forma caseira. Mas o Thomas resolveu mudar o jeito de cantar, agora tá tipo Chico Buarque mais afetado.

Ouça: Pode Me Ligar
Ouça: Dia D



Gustavo Jobim “Round Mi” (Som Interior) * cd * R$ 18,00 R$ 12,00 > krautrock; eletrônica
Disco massa! É um dos discos mais alemães que eu já ouvi por aqui. Gustavo Jobim gravou seu álbum de estréia com 19 anos, influenciado por krautrock de sintetizador, minimalismo, música eletrônica e rock progressivo. Só três faixas e quase 73 minutos, sendo a faixa título uma suíte em quatro partes. Round Mi é praticamente um tributo a Tangerine Dream, Klaus Schulze e Phillip Glass, sem deixar de lado a música erudita, pop atual e experimentalismo.

Ouça: Loopsurf-Loopsearch
Ouça: Round Mi: Leaving the Atmosphere



Hacia Dos Veranos “De Los Valles y Volcanes” (Scatter) * cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > post-rock; slowcore
O trio de rock surrealista de Buenos Aires levou dois anos para lançar seu álbum de estréia, depois de um bem sucedido EP conceitual de três temas. Nesse intervalo, o grupo virou um quarteto, com a inclusão de uma flautista, e espalhou suas faixas pela Inglaterra, Singapura, Itália e México. No som, ainda lembram uma versão instrumental do Clientele, ou como eu descrevi antes por aqui, um post-rock twee de algum lugar entre Felt e Do Make Say Think.

Ouça: La Última Tarde del Apicultor
Ouça: Verano

Visite: www.myspace.com/haciadosveranos



Hacia Dos Veranos “Fragmentos de una Tarde Somnolienta” (Muy Moderna) * cdep arg * R$ 22,00 R$ 15,00 > post-rock; slowcore
Auto-intitulados um trio de rock surrealista, o grupo de Buenos Aires estréia nesse pequeno EP conceitual de três canções e título sugestivo. Influenciados por psicodelia, jazz modal e trilhas sonoras de desenhos animados, o filtro do trio transforma isso numa espécie de post-rock twee, soando como uma mistura inimaginável de Felt com Do Make Say Think, sendo freqüentemente descritos como uma versão instrumental do Clientele. E isso é só o começo.

Ouça: Preludio
Ouça: Sueño



Hau “s/t” (Independente) * cd-r * R$ 10,00 R$ 5,00 > free-folk; experimental
Primeiros registros da dupla paulistana, de nome inspirado no trabalho do sociólogo Marcel Mauss sobre a cultura dos povos indígenas da América do Norte e das Ilhas Trobriand. Só isso já seria legal, mas Alexandre Nakamura e Thiago Pinheiro, na guitarra e violão, fazem improvisos delicados e introspectivos, com algo de free folk e música oriental, em conexão com grupos como Charalambides e Six Organs of Admittance. Direto pros meus favoritos.

Ouça: Pourquoi
Ouça: 14'22"



Hotel “Térreo” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > psych-rock; experimental
Projeto do inquieto Douglas Dickel (Blanched, input_output, Pelicano), inspirado no Desert Sessions de Josh Homme, ou seja, a idéia é convidar músicos de bandas diferentes, ou que não costumam tocar juntos, trancar num estúdio e só sair com um disco pronto. Na primeira sessão, Douglas recebe Marcelo Koch (Blanched), Renan Stiegemeier (Farveste, Pelicano) e Yury Hermuche (Firefriend), em improvisos psicodélicos no estilo Acid Mothers Temple.

Ouça: Quarto 110
Ouça: Quarto 101

Visite: www.projetohotel.blogspot.com



Índios Eletrônicos & Angelo Esmanhotto “Hindustrial” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > experimental; space-rock
O novo disco de André Ramiro e João XXIII é uma colaboração com Angelo Esmanhotto, compositor de trilhas sonoras e especialista em música clássica indiana. Gravado ao vivo, o registro marca o encontro do arsenal indígena de pedais e amplificadores e a delicadeza do sarode do professor. Curiosamente, em sânscrito, sarode (sho-rode) significa barulho bom, o que dá um crédito secular para essa ruidosa, porém harmônica, rivalidade extra-sensorial.

Ouça: Lobisomem Tubarão
Ouça: Anjo Anjo

Visite: www.myspace.com/indioseletronicos



Índios Eletrônicos with Glen Hall “Índios Eletrônicos with Glen Hall” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > experimental; space-rock
O novo disco de uma de nossas bandas curitibanas favoritas é a colaboração com o jazzista canadense Glen Hall, que traz na bagagem ligações com nomes de peso como Lee Ranaldo e o lendário arranjador Gil Evans. Executado à distância, o álbum mostra uma faceta ainda mais radical das guitarras experimentais dos Índios Eletrônicos, que usam todo seu arsenal imponente de pedais de efeito para processar os ruídos e ondas sonoras enviadas por Hall.

Ouça: Vírus Glen Glerm
Ouça: Noite da Retirada dos Véus



Islands “Return to the Sea” (Rough Trade) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > indie-rock; psych-rock
Você se lembra do Unicorns? Uma das bandas mais legais e dementes de Montreal, e olha que lá tem muita banda legal e demente. Lançaram dois discos e terminaram, infelizmente. Mas há males que vêm para o bem, como nesse caso, já que de dois terços da banda nasceu o Islands. Um pouco mais contidos, mas não menos impossíveis. Loucura confinada, diria. Ou refinada. Psicodelia na medida, indie-rock contagiante e um toque especial de hip hop.

Ouça: Don't Call Me Whitney, Bobby
Ouça: Rough Gem



Jackson Souvenirs “Pista Cero” (Estamos Felices) * cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > post-rock; space-rock
Essa dupla argentina já existe há mais de 10 anos, mas lançou seu primeiro disco só no ano passado. O som é carregado de referências de post-rock, com algumas paisagens acústicas e um certo minimalismo eletrônico. Algo como um Mogwai sem as explosões de energia, um Boards of Canadá com guitarras, trilha sonora para induzir uma boa noite de sono. O disco carrega em si uma personalidade melancólica, sem pessimismo, só aquela tristeza poética.

Ouça: Ernst
Ouça: Parque de Atracciones



Jacqueline Trash, Los “Cebra” (Scatter) * 2cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > pós-punk; psych-rock
Após um álbum e um split com os chilenos lisérgicos The Ganjas, o sexteto portenho volta num disco duplo cheio de atrativos. Primeiro o som, inclassificável, pegando elementos do post-rock, rock progressivo, pós-punk, experimentalismo e psicodelia roqueira dos anos 70. Segundo, uma faixa interativa, com vídeos, animações e até as faixas do disco para remixar. Por fim, o disco traz uma cópia extra, para presentear alguém. Os caras pensaram em tudo.

Ouça: Tu Boca de Vidrio
Ouça: Agua Semicrepuscular

Visite: www.myspace.com/losjacquelinetrash



Jamie Lidell “Multiply” (Ultrapop) * cd arg * R$ 30,00 R$ 15,00 > soul; eletrônica
Quando a gravadora britânica Warp lançou esse álbum, acabou dando um nó na cabeça de algumas pessoas. Muitos ficaram em dúvida se era uma grande piada, só não sabiam se era do Jamie Lidell ou da Warp. Afinal, lançar um disco de soul dentro de um selo de música eletrônica de vanguarda não é pra qualquer um. Mas uma audição mais atenta revela que o cara é muito mais que “o novo Stevie Wonder”. É o elo perdido entre Stax e Squarepusher.

Ouça: Multiply
Ouça: When I Come Back Around

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Juana Molina “Tres Cosas” (Independente) * cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > folk; idm
Tem coisas na música que a gente só vê quando a Europa ou EUA nos mostra. Não falo de ‘dar o aval’, simplesmente de estabalecer uma ponte. A Argentina é aqui do lado e mesmo para os interessados, o intercâmbio é difícil. Esse aqui é o terceiro disco da Juana Molina, lançado lá fora pela Domino, mistura de folk e eletrônica minimalista, tão frágil que parece que vai quebrar. Tudo é econômico e sutil, delicado e belo. Não há nada igual, muito bom!

Ouça: Sálvese Quién Pueda
Ouça: Isabel



Juana Molina “Segundo” (Independente) * cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > folk; idm
Fazendo o caminho reverso, a gente gostou tanto de “Tres Cosas” que fomos atrás do disco anterior da hermana Juana Molina. Foi esse aqui que chamou a atenção da Europa e EUA, trazendo uma combinação delicada de folk e eletrônica minimalista, pontuada por uma voz frágil e angelical. Descontem o clichê, mas esse é realmente um disco para fones de ouvido. Cada detalhe merece ser notado, de vozes sobrepostas aos pássaros e mais mil barulhinhos.

Ouça: Martín Fierro
Ouça: El Desconfiado



Kid Koala "Some of My Best Friends Are DJ's" (Ninja Tune) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > eletrônica; hip hop
Pra começar, o Kid Koala é legal porque ele é um chinês canadense. Ou canadense chinês? Sei lá, e digo mais: pianista de formação clássica que resolveu aplicar toda essa teoria sobre as pick-ups. Esse aqui é o segundo disco dele, uma obra que eleva os scratches ao estado de notas musicais. Não estamos falando de um disco de samplers simplesmente, mas um disco onde a pick-up é o instrumento (o único, diga-se de passagem), não apenas o equipamento.



Labirinto “Cinza” (Dissenso) * cd-r * R$ 15,00 R$ 10,00 > post-rock; experimental
Após um split com o Ordinária Hit, o sexteto paulistano lança enfim seu primeiro registro, apresentando grandes mudanças como a inclusão de violoncelo e programações eletrônicas. A banda mudou de novo (o guitarrista Richard Ribeiro, mais conhecido como baterista do Debate, saiu), mas isso é outro papo. Os temas instrumentais em Cinza estão mais abrasivos e imediatos, menos climáticos, mas ainda são norteados fortemente pela música de cinema.

Ouça: Próxima
Ouça: Imbróglio



Lacertae “Berimbau de Cipó Imbé” (Independente) * cd * R$ 19,00 R$ 13,00 > jazz-rock; experimental
Dupla insana vinda de um povoado nos arredores de Lagarto, em Sergipe. O som pode ir do rock mais tradicional até uns improvisos cabeçudos de jazz, tudo isso segurado apenas por uma guitarra e bateria. Os caras são bons, acreditem. Em breve novo disco pela Amplitude.

Ouça: Abra a Porta
Ouça: Líquido



Lado 2 Estéreo “Liberation” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > samba; grindcore
Em 2001, Julliano Lima e Josh S. deixaram o Monasterium, um dos grupos precursores do grindcore e metal extremo em Teresina, do qual fizeram parte por sete anos. Contrariando todas as expectativas, a dupla mergulhou no dub eletrônico e no samba, porém sem ignorar suas origens. A primeira experiência resultou no EP Liberation, gravado em Recife ao lado do então também iniciante DJ Dolores. Nosso relançamento ainda inclui duas faixas extras.

Ouça: Liberation
Ouça: Relief?



Lavajato “Assim Como Tah” (Truma) * cd-r * R$ 13,00 R$ 8,00 > experimental; glitch
Primeiro disco de uma das minhas bandas favoritas aqui no Brasil. Já divulgavam a idéia da antimúsica, em 15 decomposições sonoras baseadas em testes com seres humanos. Entre os elementos usados pelo grupo estão scanners, violinos, furadeiras e ganidos em português.

Ouça: Esqueça
Ouça: Odeio Música



Lavajato “Ø Mínimo Recomendável” (Truma) * cd-r * R$ 13,00 R$ 8,00 > experimental; glitch
O release do grupo carioca Lavajato indica que a banda (ou melhor, não-banda) tem entre zero e trinta e cinco integrantes, tocando guitarras, panelas, violão, baixo, ventilador, terra, rádios de pilha, computador, átomos, eletrodos, discman, animais, violino, scanners e tudo que produza sons. Soma-se à constante afirmação de não-música e temos algo realmente interessante nas mãos. A bandeira da antimúsica, erguida pelo primeiro álbum do grupo, Assim Como Tah (2001), carrega a falsa impressão de um pandemônio de cacofonia e barulho. Mas ø mínimo recomendável nos apanha de surpresa com melodias sublimes e entorpecentes mantras vocais. O uso da eletrônica é rudimentar e precário, com resultados intrigantes e surpreendentes, aproximando o Lavajato do coletivo paulistano LSDiscos. Nos fones de ouvido, o disco mostra-se admiravelmente mais complexo. O Lavajato ensina que para destruir a música é necessário absorvê-la e compreendê-la antes. E uma vez destruída, é preciso criá-la mais uma vez.

Ouça: Strech from Tempo
Ouça: Memorando 414 de 31/08/1995



LCD “Interferências” (Independente) * cd-r * R$ 18,00 R$ 12,00 > improv; experimental



LCD “LCD ao Vivo em Barcelona” (Independente) * cd-r * R$ 18,00 R$ 12,00 > improv; experimental



Lisandro Aristimuño “39º” (Los Años Luz) * cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > folk; indietronica
Terceiro álbum do cantor de Viedma, cidade mais antiga da Patagônia argentina. Apesar de ter se realocado em Buenos Aires, suas composições ainda refletem a atmosfera de sua terra natal. Desse choque surge uma mescla interessante entre o contemporâneo e o folclórico, de maneira extremamente sutil. Incursões eletrônicas dialogam com a chacarera (pronto, agora você conhece outro ritmo popular argentino), somadas a violões dedilhados e vocais únicos.

Ouça: Me Hice Cargo de Tu Luz
Ouça: Tus Canciones

www.myspace.com/lisandroaristi



Lonely Nerd’s Songbox “As An Infantile Under Blanket Fly Away” (Independente) * cd-r * R$ 15,00 R$ 10,00 > indie-rock; britpop
Já dizia um sumido escriba da imprensa musical nacional que a culpa é toda do Radiohead. No caso do quinteto paranaense Lonely Nerd’s Songbox, ele acertaria na mosca. Além de pescar referências nas bandas do britpop (eles vão a fundo, de Placebo a Suede a Muse), o grupo liderado pelo vocalista DW Ribatski, também do Constanza e outros tantos projetos, anda pelo lado dramático de artistas como Bright Eyes, Jeff Buckley e Smashing Pumpkins.

Ouça: Morning Star
Ouça: Three

Visite: www.myspace.com/lonelynerdssongbox



Loosers “Otha Goat Head” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > experimental; improv
Na época da Generics, embrião das festas da Peligro, sempre rolava Loosers. Era então uma boa banda de pós-punk. Os portugueses mudaram de rumo totalmente, abraçando a música livre e o improviso, colhendo e processando elementos de gêneros como minimalismo, dub, krautrock, no wave, space-rock, psicodelia, free jazz e outros, em perfeita harmonia com o xamanismo urbano de coletivos como No Neck Blues Band e Sunburned Hand of the Man.

Ouça: Xth
Ouça: The Cops Protect You



Lulacruza “Do Pretty!” (Independente) * cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > folk; idm
A dupla Lulacruza, formada pela colombiana Alejandra Ortiz e o argentino Luis Maurette, nasceu no renomado Berklee College of Music, onde os dois estudavam. Em comum, têm o gosto pela música folclórica sul-americana, gravações de campo, manipulações eletrônicas, paisagens sonoras e ruídos ressonantes, elementos presentes nesse disco de estréia dos dois. Com diversas participações, como Gregg Kowalsky, artista do selo Kranky, e Juan Stewart.

Ouça: El Conocimiento
Ouça: Utría



Lulina e os Causadores “Translúcida” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > indie-rock; twee
Primeiro álbum de estúdio da cantora recifense, também o primeiro registro com sua banda paulistana, os Causadores. Translúcida é um disco de transição entre os registros caseiros, que já somam por volta de sete álbuns, e o futuro Cristalina, sua estréia oficial. Misturando inéditas e releituras de favoritas ao vivo como “Balada do Paulista” e “Pedrinho Pergunta”, o disco acaba sendo uma espécie de coletânea de melhores momentos. Em 13 faixas, claro.

Ouça: Música pra Boi Dormir
Ouça: Balada do Paulista



Lulina “Bolhas na Pleura” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > indie-rock; twee
Reedição do quinto álbum da cantora recifense, parte da série de reedições de todo catálogo da menina fofa, que costuma gravar apenas 13 cópias de seus discos para distribuir para os amigos. No seu universo convivem comediantes moribundos, videogames, formigas, ficção científica, seres verdes, lembranças distorcidas da infância e visões peculiares do dia-a-dia, enxergadas através do colorido caleidoscópio twee da escola Beat Happening e The Pastels.

Ouça: Blebs
Ouça: Faxina no Juízo (Sambinha Lulínico)



Luna Remoto “Luna Remoto” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > indie-rock; twee
Resgatando os diários da época do colegial, quatro garotos do interior paulista notaram que suas análises sobre a vida não haviam mudado tanto assim. Adultos que ainda são crianças, crianças que já são adultos. A trilha sonora não pode ser outra senão aquele pop perfeito, de melodias grudentas e refrões intensos, vocais doces e guitarras contagiantes, como Apples in Stereo e Teenage Fanclub aprenderam com Beach Boys e Beatles. Clássico instantâneo!

Ouça: Herói de Plástico
Ouça: Verônica e o Guarda-Chuva

Visite: www.myspace.com/lunaremotobr



Lunåsigh “Lunåsigh EP” (Fuzzy Nebulae) * cd-r * R$ 8,00 R$ 5,00 > ambient; space-rock
Kevin Shields, Flying Saucer Attack e Windy & Carl são as grandes referências do projeto Lunåsigh, ou seja, música ambient coberta por uma camada densa de guitarras. Tipo o cara que vendeu as guitarras pra comprar pedal. Mantras de abdução via freqüências alienígenas.

Ouça: Magnetic Voyeur
Ouça: S»kus Reniram



Lunåsigh “Pelagica” (Fuzzy Nebulae) * cd-r * R$ 10,00 R$ 5,00 > ambient; space-rock
Um dos discos nacionais mais vendidos aqui na Peligro, caso você não acompanhe nossa quentíssima parada, é o EP do Lunåsigh. Por essas e outras, Pelagica era muito aguardado aqui em nossa sede. Mantendo a impecável qualidade na arte e no som, o novo trabalho do Lunåsigh nos leva a uma viagem ao fundo do mar, onde loops, efeitos e feedbacks emulam sensações claustrofóbicas de solidão pressurizada, terror gentil onde a luz do sol não chega.

Ouça: Beluga
Ouça: The multicoloured coral formations upon her skin



Luomo “Paper Tigers” (Casa Del Puente) * cd arg * R$ 30,00 R$ 15,00 > microhouse; eletrônica
O produtor finlandês Sasu Ripatti, celebrado por seu dub digital sob a alcunha de Vladislav Delay, assina suas produções mais acessíveis como Luomo. Inclusive, o termo microhouse (algo entre house, glitch e techno) nasceu numa crítica do primeiro álbum do Luomo. Nesse terceiro registro, suas características linhas de baixo carregadas de dub fundem-se a vocais processados minuciosamente e sintetizadores cristalinos, temperados com glitches difusos.

Ouça: Paper Tigers
Ouça: Really Don't Mind

Visite: www.myspace.com/luomomusic



Lurk Nemesis “The Passion for Cutting Objects” (Fuzzy Nebulae) * cd-r * R$ 10,00 R$ 5,00 > eletrônica; experimental
Mais um projeto de Alexandre Gomes, fundador do selo Fuzzy Nebulae e responsável pelos sons do Lunåsigh, Tripsine e Ssyeth:e, entre outros. Segundo a descrição do próprio, o Lurk Nemesis cultua o feio, desde o nome até a arte, sem esquecer da música, claro. Tarja preta.



M. Takara “M. Takara” (Submarine) * cd * R$ 18,00 R$ 12,00 > idm; post-rock
O nome pode não soar familiar a princípio mas você já ouviu falar dele. Seja tocando com o Instituto, Cidadão Instigado ou Hurtmold, Maurício Takara está em todas. Com um estúdio a disposição, mostra como aproveita bem suas horas vagas nesse álbum de estréia. Absorve minuciosamente detalhes da sonoridade das bandas em que participa, passa o caldo pelo filtro pessoal e recolhe um híbrido de dub, post-rock e música eletrônica experimental. É importante lembrar que M. Takara é um disco solo e totalmente individual. Não poderia ser diferente quando até o nome da obra se funde com o do autor. Takara é o único integrante de sua banda (com exceção do Hurtmold Marcos Gerez em duas faixas), no controle de cada detalhe, instrumento, batida, sampler. Um projeto solo traz liberdade ao soltar amarras do cargo de membro de um grupo. Dessa forma, o baterista dá lugar ao percussionista e programador, a timidez do trompete o conduz ao improviso, onde os dedos passeiam soltos pelo teclado da escaleta.

Ouça: Faixa 01
Ouça: Faixa 09



Mahjongg “Raydoncong 2005” (Cold Crush) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > pós-punk; indie-rock
Certamente esse álbum de estréia do quinteto Mahjongg foi um dos discos mais legais que ouvi no ano passado. Imaginem um híbrido de !!! com Liars, obviamente depois de horas e horas ouvindo discos de bandas do pós-punk inglês como PIL e Gang of Four. Junte aí um forte senso político, muita vontade de fazer todo mundo dançar e pronto! Não é mais uma banda de Nova York, os caras moram numa galeria de arte/casa coletiva em Chicago. Foda!

Ouça: Hot Lava
Ouça: The Rrabbitt



Mamelo Sound System “Velha-Guarda 22” (YB) * cd * R$ 15,00 R$ 10,00 > hip-hop; eletrônica
Para o quarto álbum (o segundo propriamente dito, nas contas da banda), o Mamelo Sound System resolveu unir duas paixões: hip hop old school e o afro-futurismo. Com a produção impecável de Scott Hard (De La Soul, Wu-Tang), o trio faz a ponte entre Sun Ra e A Tribe Called Quest, Racionais e Fela Kuti, contando com convidados indispensáveis como Nação Zumbi, Céu, Hurtmold, Geanine Marques e outros, além do lendário baterista Tony Allen.

Ouça: Vô-Q-Vô
Ouça: Marte Chamando



Mamelo Sound System “Operação: Parcel ou Remixália” (YB) * cd * R$ 15,00 R$ 10,00 > hip-hop; eletrônica
Disco de remixes de Urbália, o segundo álbum do grupo paulistano Mamelo Sound System. Pra reinventar as bases e reconstruir gírias, o Mamelo convocou um time de colaboradores de causar inveja. São 12 remixes de nomes como Alexandre Basa (Turbo Trio), Maquinado (projeto do Lucio Maia da Nação Zumbi), DJ Periférico, Parteum e Munhoz (duas figuras fáceis por aqui), Tejo e Rica Amabis (ambos do coletivo Instituto) e o pessoal do Hurtmold.

Ouça: Mega-Montagem Urbália [Tejo Remix]
Ouça: Motel Metrô [Parteum Remix]



Mamma Cadela “Em Busca da Verdade” (Independente) * cd * R$ 15,00 R$ 10,00 > prog-rock; jazz-rock
Álbum de estréia do quinteto paulistado, que conta em sua formação com Fernando Coelho, guitarrista dos Seychelles, e o produtor Fabio Pinc. Segundo o grupo, o som mistura trilha sonora e rock psicodélico dos anos 70, mas vai um pouco além, pegando elementos do rock progressivo, trip hop, jazz e mesmo chanson (escancarada na participação de Joana Cecatto, do Biônica), com aquela dose exata de cafajestismo a la Serge Gainsbourg. Recomendado!

Ouça: Meus Eletrodomésticos
Ouça: Dentadura de Robô



Marcelo Campello “Projeções” (Independente) * cd * R$ 15,00 R$ 10,00 > folk; experimental
Parte dos grupos Mombojó e Del Rey, o multiinstrumentista Marcelo Campello mostra uma outra faceta em seu primeiro registro solo, usando o violão de sete cordas como ferramenta. Dividindo 35 curtas faixas por três séries intituladas Projeções, Soturnos e Sonhos, Marcelo parte da influência de ícones como Canhoto da Paraíba e Garoto para intuitivamente tirar o instrumento da clausura do tradicionalismo e seguir um desvio minimalista e experimental.

Ouça: Projeção XI
Ouça: Soturno III

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Marcelo Fabián “Beija Flor” (Independente) * cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > idm; ambient dub
Terceiro álbum do produtor e DJ Marcelo Fabián, parte do coletivo Pedigrí, residente das festas Clandestina, em Buenos Aires. Partindo da frieza da música eletrônica experimental, IDM e techno minimalista, Fabián aquece a mistura com ritmos tropicais como dancehall, cumbia e reggaeton, atingindo um híbrido único e bem original, encontrando similaridades, talvez, no ambient dub de nomes como Vladislav Delay, Pole e Kit Clayton. Boa surpresa!

Ouça: Galgo
Ouça: Zapatillas de Tonto



MJP “Passagenz e Interferênciaz” (Independente) * cd-r * R$ 15,00 R$ 10,00 > idm; hip-hop
Em 2004 o selo paulistano Spanto Records estreou com uma sensacional coletânea em vinil apresentando artistas nacionais de hip hop instrumental, entre eles Marcelo MJP, agora em seu primeiro registro individual. As programações e batidas minimalistas de MJP recebem a valiosa contribuição de DJ Asma, que mostra técnicas de turntablism em sons abstratos e experimentais, além de contar com participações de Marcos Gerez (Hurtmold) e Omig One.

Ouça: Faixa 12
Ouça: Faixa 15

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Momo “A Estética do Rabisco” (Dubas) * cd * R$ 22,00 R$ 15,00 > folk; chamber pop
Marcelo Frota acumulou idéias e experiências em passagens por Angola, Estados Unidos e Espanha, até se fixar no Rio de Janeiro e despejá-las nessa estréia. Seus heróis são mestres do folk como Tim Buckley e Tim Hardin, ou pilares da MPB como Guilherme Arantes e os tropicalistas, traçando um paralelo com artistas contemporâneos como Devendra Banhart e Antony and the Johnsons, com canções sensíveis, melodias delicadas e letras melancólicas.

Ouça: Flores do Bem
Ouça: Tempestade



Motormama “A Legítima Cia. Fantasma” (Midsummer Madness) * cd * R$ 22,00 R$ 15,00 > indie-rock; folk-rock
Chegando ao seu segundo álbum, o quinteto de Ribeirão Preto destila uma mistura bastante equilibrada de rock e música country. A receita leva partes iguais do rock universitário dos Pixies e caipirice roqueira do mestre Neil Young, além de uma dose generosa da psicodelia brejeira dos Mutantes, essa escancarada nos duelos dos vocalistas Regis Martins e Gisele Z. Mas a banda não para por aí e passa sem sustos por baladas punk e teclados de churrascaria.

Ouça: Meu Problema com a Bebida
Ouça: Inseto



Muep Etmo “3 Cavera” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > idm; experimental
Novo disco do projeto solo de Fábio Villas Boas, que responde também por metade do duo experimental Müvi. Segundo o próprio, o álbum apresenta sua visão do hip hop. Tenho que dizer que nunca vi o hip hop com esses olhos, mas se o Pan Sonic se juntasse com o Boards of Canada pra fazer um disco de hip hop, imagino que os resultados seriam tão distorcidos quanto esses. Sabe duma coisa? Depois da explicação, tem tudo a ver. Perturbado e genial.

Ouça: 01
Ouça: 07



Muep Etmo “Estranho” (Independente) * 2cd-r * R$ 15,00 R$ 10,00 > idm; experimental



Muep Etmo “Muep Etmo” (Independente) * cd-r * R$ 10,00 R$ 5,00 > idm; experimental



Müvi “Você pensa e faz ao contrário” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > idm; experimental
Vocês se lembram do Gunfunter Kusten, um trio que fez um espetáculo eletro-quadrifônico numa noite da Peligro no Milo Garage? Eles viraram uma dupla e agora atendem por Müvi. Para o primeiro álbum com a nova alcunha, Fábio Villas Boas e Ricardo Carioba entraram numa espiral com a intenção de cavar seu próprio nicho musical, agregando e distorcendo gêneros, com resultados só comparáveis à fase áurea da Warp com Autechre e Aphex Twin.

Ouça: Algum dia
Ouça: Lembro totalmente deste momento



Name, The “Gone” (Independente) * cd-r * R$ 10,00 R$ 5,00 > pós-punk; indie-rock
Imerso dos pés à cabeça na sonoridade dos anos 80, o trio sorocabano The Name vai além de mero saudosismo. Levando a melancolia de volta para as pistas de dança, o grupo ecoa os grandes momentos de New Order, Depeche Mode, Joy Division, The Cure e Echo & The Bunnymen, mas soa como uma versão atualizada dessa turma. Esse EP de cinco faixas é só o primeiro registro do grupo, que muito breve solta um novo single. Esses caras vão longe.

Ouça: Broken
Ouça: Gone

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Nancy “As Doença” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > avant-rock; experimental
O primeiro EP da Nancy, Lixorama, entrou já no informativo de estréia da Peligro e desde então não deixou a lista dos mais vendidos. Gostamos muito, logo: novo disco da banda e segundo lançamento da Peligro! Seis faixas, inclusive uma versão deturpada de um som do Carlinhos Brown. Música experimental e vocal suave sussurrando sobre hospitais e sangue. Mais do que nunca, a Nancy atingiu o som que sempre quis fazer: black metal pra namorar.

Ouça: Doe Sangue
Ouça: Sambora



Natas, Los “El Hombre Montaña” (Oui Oui) * cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > stoner-rock; psych-rock
Em seu mais novo disco (o sétimo, pelas minhas contas), o trio portenho outra vez caminha a passos largos. Contrariando as infundadas acusações de estarem estagnados, gravaram um de seus melhores trabalhos até agora, repetindo a parceria matadora com o produtor norte-americano Billy Anderson, o mesmo da obra-prima Corsario Negro. Imediato e agressivo, não apenas musicalmente, mas liricamente, o álbum é um mergulho de cabeça nos anos 70.

Ouça: El Bolsero
Ouça: No es lo Mismo



Natas, Los “Bee Jesus” (Oui Oui) * 2cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > stoner-rock; psych-rock
Reedição dupla dos dois primeiros álbuns da banda argentina Los Natas: Delmar e Ciudad de Brahman. Se em Delmar o grupo dava os primeiros passos em busca de uma identidade própria, cantando em inglês e soando próximo ao Kyuss, em Ciudad de Brahman, de 1999, o trio de Buenos Aires vira o jogo e faz uma mistura única perfeita entre heavy metal, rock progressivo, hard rock e psicodelia latina. Com a faixa bônus “El Gobernador”, parte 1 e 2.

Ouça: 1980
Ouça: La Ciudad de Brahman



Norma “Rock 2 Tonos” (Cala) * cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > pós-punk; punk-rock
Nesse disco de estréia, o trio de La Plata transportou-se para um momento no final dos anos 70, quando o punk já estava se tornando uma caricatura de si mesmo e as bandas buscavam se diferenciar aproximando-se do experimentalismo em busca de novas referências. Numa palavra: nascia o pós-punk. Assim, é natural ecoar Wire, Television e Gang of Four de um lado e Clash, Ramones e Buzzcocks de outro. Estranho mesmo é como isso ainda soa atual.

Ouça: Uno
Ouça: NY

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Objeto Amarelo “Veloz2Volks” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > pós-punk; experimental
Você já deve ter lido por aqui algumas vezes o meu pesar em relação ao término do Objeto Amarelo. Apaga tudo! A banda como conhecíamos, acabou mesmo. Mas o Objeto Amarelo dos discos continua firme e forte, direto da mente de Carlos Issa. Nesse EP de cinco faixas, gravado em 2006, encontramos paisagens mais melancólicas, com sonoridades angustiantes e ambiências reflexivas. Calma, o punk rock primitivo e o niilismo no wave ainda respiram.

Ouça: Futuro Sombra
Ouça: Tropa Azul

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Ócio “Mood Swings” (Independente) * cd * R$ 15,00 R$ 10,00 > blues-rock; indie-rock
Após duas demos e muitas críticas positivas, o trio capixaba arrisca seu álbum de estréia de maneira totalmente independente, impecavelmente gravado com o dinheiro que o vocalista Daniel Furlan conseguiu em subempregos na Inglaterra. Toda essa vontade se traduz nas 11 faixas do disco, uma junção de estilos como blues-rock, pós-punk e grunge, principalmente, com melodias que grudam na cabeça, letras mordazes e vocais displicentes. O grunge vive!

Ouça: Surprise, Surprise
Ouça: Comfort Blues

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Ordinaria Hit “Bricoleur” (Independente) * cd-r * R$ 11,00 R$ 6,00 > pós-punk; pós-hardcore
Depois de um breve recesso, os paulistanos Ordinaria Hit voltam renovados e reformados, agora como quinteto com a adição do saxofonista Renato Ferreira (da incrível Orquestra de Improvisação Abaetetuba). Com outra bela arte, o grupo segue compartilhando informações nesse segundo álbum, usando trechos de livros e depoimentos para situar suas opiniões. No som, atingem uma identidade bastante singular, cultivando laços com o trabalho do The Ex.

Ouça: Manha
Ouça: Surdo



Ordinaria Hit “Nota” (Independente) * minicd-r * R$ 10,00 R$ 5,00 > pós-punk; pós-hardcore
O primeiro lançamento do grupo paulistano Ordinaria Hit, Ordenado em Duas Vias (2002), destoava da mesmice do rock independente brasileiro desde a embalagem. Para começar, o pacote trazia um CD, um cassete e um pequeno livro. No som e no texto, a banda escancara suas opiniões políticas e simpatia pela contra-cultura. Uma banda com algo a dizer, enfim. Vale a pena uma visita na seção de links do site deles. O gosto pelo não convencional já se mostra evidente na escolha do formato para o novo álbum: um miniCD com quatro faixas e quatro capas diferentes. Sem vergonha de beber na mesma fonte de seus ídolos, gente como Sonic Youth e Fugazi, o quinteto vai direto aos ícones do pós-punk, leia-se Wire e Gang of Four. Mas o Ordinaria Hit não se resume a isso. As composições de Nota usam gravações de campo e bases eletrônicas com resultados bastante surpreendentes. As letras, fragmentos do cotidiano urbano, passam sua mensagem sem perder a poesia, seguras da inteligência de seu público. Nota 10.

Ouça: Carteira
Ouça: Condução



oTaodoMinf “oTaodoMinf” (Independente) * cd * R$ 22,00 R$ 15,00 > experimental; improv
Liderados pelo compositor Wilson Sukorski, o grupo experimental paulistano oTaodoMinf causou muito no final dos anos 80. Suas apresentações incluíam técnicas de improvisação, performances, instrumentos não-convencionais (de criações próprias a eletrodomésticos) e música eletrônica. Esse álbum, recuperado com incentivo do Prêmio Sergio Motta de 2004, ainda inclui uma seção multimídia, com partituras, fotos e vídeos absurdos. Recomendado!

Ouça: Bifrú
Ouça: P.R.N.Y. II



Pan&Tone “Estéreo Tipo ou Panorâmico Tonal” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > idm; experimental
Projeto do gaúcho Cristiano Rosa, o Pan&Tone mexe com sons eletrônicos e improvisados, sobrepondo camadas de samples e freqüências, depois filtrando-as através de sintetizadores. Além disso, o cara constrói seus instrumentos e modifica outros equipamentos sonoros com técnicas como hacking e circuit-bending (basicamente um pequeno curto-circuito que gera padrões aleatórios). Vale uma visita em www.panetone.org pra entender por fotos e vídeos.

Ouça: Joy
Ouça: Cubea



Parteum “Ergo” (Independente) * cd-r * R$ 15,00 R$ 10,00 > mixtape; hip-hop
Mixtape de número três do produtor e rapper paulistano Parteum, que agita o submundo de maneira totalmente independente, contabilizando mais de mil cópias vendias das mixtapes anteriores: Patrocínio Quebrado e Entressafra. E aí, não quer fazer parte? Dessa vez a idéia está bem focada nos sons instrumentais, que somam nada menos do que 19 das 23 faixas do disco. Se você acha que faltava um bom disco de hip hop instrumental no Brasil, esse é seu.

Ouça: Ergo
Ouça: Mais Umas Linhas



Pequeña Orquesta Reincidentes “Capricho” (Oui Oui) * cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > avant-rock; folk
O quinteto portenho chega ao oitavo disco com uma compilação fantástica, incluindo faixas inéditas, versões alternativas, covers e até a íntegra de uma trilha sonora. Entre as 21 faixas, estão canções de Talking Heads, Serge Gainsbourg, Cure, Police, Pascal Comelade e ainda “Panis Et Circenses”, do clássico álbum Tropicália, além de versões ao vivo e acústicas de hits da banda e toda trilha sonora, com temas inéditos, do premiado filme uruguaio Whisky.

Ouça: La Colina de la Vida
Ouça: Creditos Whisky

Visite: www.myspace.com/pequenaorquestareincidentes



Pexbaa “Pexbaa” (Amplitude) * cd * R$ 22,00 R$ 15,00 > prog-rock; experimental
A banda mineira Pexbaa levou mais de cinco anos para lançar um sucessor para seu auto-intitulado disco de estréia. Não os culpo, afinal, o que fazer quando se lançar um álbum tão bom como aquele? Ou desiste-se ou tenta-se superá-lo. Ainda bem que eles resolveram pela segunda opção, levando sua mistura esquisita de jazz, rock e experimentalismo em rumo a uma sonoridade mais pop. Nos termos deles, claro. Boa estréia do selo paulista Amplitude.

Ouça: Bermucio
Ouça: Vlu



Plato Divorak “Besta Luminosa” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > psych-rock; folk-prog
Lenda viva da psicodelia brasileira, o gaúcho Plato Divorak inseriu seu nome na história da nossa música com bandas como Lovecraft, Momento 68 (com Sandro Garcia) e uma dupla com Frank Jorge, entre outros projetos. Besta Luminosa é seu terceiro disco solo e compila todo material inédito gravado entre 1997 e 2002, incluindo versões de faixas de Pink Floyd e De Falla e participações de Astronauta Pingüim, Edu K e as bandas Clepsidra e Shazams.

Ouça: Você Me Disse
Ouça: Zebra



Polara “Tempestade Bipolar” (Spicy) * cd * R$ 15,00 R$ 10,00 > hardcore; indie-rock
Caramba, agora que eu me liguei que esse é o disco de estréia do Polara! Os caras lançaram uma demo e um split com o College, mas disco mesmo, é o primeiro. Estão aí desde 1999, com integrantes espalhados por bandas como Againe e Hurtmold. O som fica entre o indie-rock e o hardcore melódico, mas Tempestade Bipolar é um disco bem variado. E mais, o Polara agora têm um tecladista, que fez a diferença! Ouça o hit absoluto “Confusa Demais”.

Ouça: Confusa Demais
Ouça: Menos Um Dia



Poseidotica “Intramundo” (Aquatalan) * cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > heavy metal; experimental
Hoje em dia, quando se fala em metal experimental, quase sempre é aquela coisa Sabbath, pesadona e viajante. O quarteto portenho também tem isso em seu disco de estréia, mas é a melhor atualização das guitarras do Iron Maiden que já ouvi! Um disco conceitual sobre um mundo debaixo d’água, com referências a música ambient, space-rock, jazz, krautrock, rock progressivo e psicodelia. E o baterista convidado é o demônio Walter Broide, do Los Natas.

Ouça: Hidrofobia
Ouça: Paralexis



Psapp “The Only Thing I Ever Wanted” (Domino) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > indietronica; indie-pop
Nesse segundo álbum, a dupla britânica Psapp deixou de lado o clima de seu primeiro disco pela Leaf e abraçou de vez a música pop, dando mais destaque à bela voz de Galia Durant. Os sons dos instrumentos de brinquedo, utensílios de cozinha e animais de borracha casam perfeitamente com as bases eletrônicas, criando um cenário lúdico sinistro, alegre e triste ao mesmo tempo. Preferidos das trilhas de seriados, como O.C., Grey’s Anatomy e Nip/Tuck.

Ouça: Hi
Ouça: Tricycle



Quasi “When the Going Gets Dark” (Touch & Go) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > indie-rock; psych-blues
O duo formado por Sam Coombes e Janet Weiss (também baterista da agora finada Sleater-Kinney) sempre foi regular, no bom sentido, isto é, sempre gravou bons discos. Esse novo álbum, o sexto deles, porém, veio desequilibrar. Muito mais pesado e caótico, com baterias agressivas, pianos descontrolados e vocais emocionados, soa como uma jam informal entre Flaming Lips, Led Zeppelin e um velho pianista cego, num pântano qualquer da Louisiana.

Ouça: Alice The Goon
Ouça: When the Going Gets Dark



Quimera del Tango, La “La Quimera del Tango” (Oui Oui) * cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > tango; folk
Novo combinado portenho, que conta com integrantes da Pequeña Orquesta Reincidentes e Me Darás Mil Hijos. Como o nome entrega, o trio mexe com ritmos tradicionais regionais, como a milonga, choronga e, claro, o tango e suas vertentes. Porém, fazem uso de arranjos originais, composições próprias e instrumentos nada convencionais ao gênero, como banjo, serrote com arco e cavaquinho, além de letras cheias de duplos sentidos e jogos de palavras.

Ouça: Abriles
Ouça: La Trompa de El Elefante



Radiola Santa Rosa “Disqueria” (Marine) * cd * R$ 18,00 R$ 12,00 > hip-hop; eletrônica
Álbum de estréia da dupla de hip hop do Guarujá, uma mistura estonteante de influências e referências. Discos de R$ 1 garimpados num sebo formam sólidos alicerces para as batidas quebradas do DJ Beto, enquanto o cinema, literatura e o budismo tibetano dão idéias para a voz peculiar de Caio Dubfones. Quer mais? Então imagine um disco de hip hop com toques de folk, jazz, afro-beat, tropicália, música latina e eletrônica, rock psicodélico e muito mais.

Ouça: Zoro
Ouça: Samsara



Rapoon “From Shadows Sleep” (Essence) * cd * R$ 35,00 R$ 25,00 > ambient; experimental
Em 79, Robin Storey fundou o clássico grupo experimental :zoviet* france:, deixando-o em 93 para seguir carreira solo sob o nome Rapoon. Nesse novo álbum, porém, Storey remexe o baú e trabalha com material de Just an Illusion, disco de 90 de sua ex-banda. Fortemente influenciado por Stockhausen e krautrock eletrônico, Storey não economiza nos pedais de delay e colagens em cassete. O belo encarte traz uma série de pinturas impressas em cartão.

Ouça: The Darkness of Ages
Ouça: The Pit Under the Castle



Ratz-Azary, Tonhão e D'Amparo “Bruce Lee e 1/2 Mundo de Porrada” (3 ET's) * cd-r * R$ 15,00 R$ 10,00 > indietronica; lo-fi



Rogério Skylab “Skylab V” (Independente) * cd * R$ 23,00 R$ 16,00 > hard rock; outsider
Recém-lançado, Skylab V é o disco roqueiro do cara. Fudido, lembrei do Glauco cantando no clássico Sampler Vírus do National. Sem falar que tem uma música que parece o Dago (Centro Cultural Batidão, Vurla) cantando. Ah, e a maior influência do cara é o pau no cu.

Ouça: Eu Fico Nervoso
Ouça: Você é Feia



Rohrer / Barella + Erkizia “s/t” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > improv; experimental
Trabalho inédito de Thomas Rohrer e Miguel Barella, uma colaboração gravada ao vivo em São Paulo em 2004, na ocasião da visita do artista sonoro Xabier Erkizia, do País Basco. A parceria de Rohrer e Barella, desenvolvida com base em processamentos em tempo real de forma analógica de guitarras descontruídas, gongos, delays digitais e metais com feedback, vai harmoniosamente ao encontro das esculturas de som produzidas pelo laptop de Erkizia.

Ouça: Assault [trecho 1]
Ouça: Assault [trecho 2]



Rohrer / Barella “Gongs” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > improv; experimental
Gravado ao vivo em 2003, com processamento em tempo real sem truques de computador, a dupla de Thomas Rohrer e Miguel Barella (não, não é meu parente) se regojiza com uma sessão de espancamento de gongos que deve ser incrível de testemunhar. Além dos pratos, Rohrer faz ouvir seu sax e Barella mixa tudo na hora, adicionando efeitos digitais e quilos de delays. Tudo improvisado, com efeito próximo da música ambient, suave e confortante.

Ouça: Gongs Part I
Ouça: Gongs Part II



Rohrer / Barella “4 Early Pieces” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > improv; experimental
Compilação das primeiras peças da dupla Thomas Rohrer e Miguel Barella. O suíço Rohrer desenvolve um trabalho que anda pela improvisação livre, jazz e regionalismo. Barella tem currículo no Agentss, Voluntários da Pátria e LCD, experimentando com processamentos eletrônicos na escola de Brian Eno e Robert Fripp. Nesses encontros, Barella processa em tempo real o sax e a rabeca de Rohrer, acrescentando guitarra e mais overdubs eletrônicos.

Ouça: Thick Air
Ouça: Puzzle Sky



Rohrer / Mazurek / Takara / Barella “Projections of a Seven Foot Ghost” (Open Field / Peligro) * 2cd-r * R$ 15,00 > improv; experimental
Thomas Rohrer e Miguel Barella são pratas da casa, com um trabalho de improvisação livre carregado de guitarras e saxofones processados. Pra essa formação inédita, juntam-se a eles Mauricio Takara e Rob Mazurek, cujos currículos extensos incluem nomes como Hurtmold e Chicago Underground, além da franquia São Paulo Underground, onde colaboraram pela primeira vez. Basta dizer que o que esses caras podem fazer é pouco para esse disco duplo.

Ouça: Midnight in the Land of Twisters
Ouça: Nightmares Are Over-Rated



Rua de Baixo “Envelhecido 13 Anos” (Independente) * cd * R$ 15,00 R$ 10,00 > hip-hop; eletrônica
Como o nome indica, esse é o primeiro registro de um dos pioneiros do rap underground no Brasil. O duo paulistano, formado por Espião e DJ Duensssa, é base da banca Rhima Rhara, que rendeu nomes como Mzuri Sana e Munhoz. Aliás, nesse resgate de 13 anos de história, sobram colaborações de todo coletivo, reunindo faixas inéditas e inúmeras participações em coletâneas, como o hino “Não Mudou Nada”, dito o primeiro rap alternativo lançado aqui.

Ouça: Fumo & Vortemo
Ouça: Não Mudou Nada (Remix)

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Rubin “Esperando el Fin del Mundo” (Scatter / Senhor F) * cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > indie-pop; indie-rock
Depois de dois EPs, um deles apenas de covers, Sebastián Rubin lança finalmente seu disco de estréia em carreira solo, depois de liderar o bem sucedido grupo Grand Prix. Power pop perfeito, com belos refrões e harmonias de voz, guitarras contagiantes e letras que falam de amor daquele jeito que só quem sofreu sabe. Teenage Fanclub é a referência óbvia e sei que Rubin concorda em citar Elvis Costello. Com participação dos metais do Satélite Kingston!

Ouça: No Más Lágrimas
Ouça: Mejor Si No Estás



ruído/mm “A Praia” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 10,00 > post-rock; experimental
Terceiro registro do quinteto curitibano que deu origem ao duo Índios Eletrônicos. Se você achava que eles não podiam ir além, pense duas vezes. Traçando um paralelo com o desert-rock de Friends of Dean Martinez (e conseqüentemente Calexico e Giant Sand), o grupo faz seu post-rock andar linhas cinematográficas e encontrar nomes como Godspeed You! Black Emperor e Ennio Morricone nessa tal praia. Deserta, é claro. Absolutamente surpreendente!

Ouça: Sanfona
Ouça: A Praia

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Sandro Perri “Plays Polmo Polpo” (Constellation) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > folk; experimental
Caminhando livremente entre as cenas de indie-rock, experimental e eletrônica em Toronto, Sandro Perri construiu seu nome com o projeto Polmo Polpo, cujo álbum atual, Like Hearts Swelling, foi também lançado pela Constellation. Foi desse álbum, inclusive, que saíram as composições desse novo disco. Porém, drones e batidas abstratas viraram baladas folk, que dominam o álbum, tirando a orquestrinha a la Maher Shalal Hash Baz da faixa de abertura.

Ouça: Circles
Ouça: Romeo Heart (Slight Return)



Satanique Samba Trio “Sangrou” (Amplitude) * cd * R$ 22,00 R$ 15,00 > brazilian jazz; experimental
Quando se trata de descrever os discos dos brasilienses Satanique Samba Trio, a Amplitude é sempre muito precisa. Esse segundo álbum, sucintamente, nas palavras da gravadora, traz 16 peças dedicadas aos horrores, desgraças e demônios do mundo contemporâneo. Falando em poder de síntese, o sexteto despeja notas de humilde virtuosismo em sinfonias cada vez mais herméticas (discutam) e complexas, intituladas com aquela velha singeleza asassulista.

Ouça: Kit de Amputação Asasulista
Ouça: Comendo Faca

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Sebastião Estiva “Meu Paranã: Verdades, Mitos e Falácias” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > indie-rock; outsider
Após homenagear Tocantins, Acre e Amazonas, o recluso Sebastião Estiva leva adiante seu plano de gravar um disco para cada estado brasileiro. Acompanhado por músicos anônimos espalhados por todo país, Estiva faz seu disco mais bem produzido e esbanja conhecimento ao lançar seu olhar antropológico às minúcias regionais paranaenses, entre épicos militares, vinhetas gastronômicas, hits para as pistas e análises comportamentais do jovem moderno.

Ouça: Tenente Rodrigues
Ouça: A Última Moda em Londrina

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Sensorial Estéreo “10 mil Hertz Suíte Hi-Fi” (Truma) * cd-r * R$ 13,00 R$ 8,00 > post-rock; experimental
Segundo disco do Sensorial Estéreo, que conta com a participação especial do prodígio do krautrock Gustavo Jobim. Neste EP de 4 faixas, os cariocas juntam rock progressivo, noise, ambient e post-rock com levadas despretensiosamente jazzísticas e andamentos hipnóticos.

Ouça: Fortaleza da Solidão
Ouça: Tempo Escuro



Seres Inteligíveis Vindos do Hiperurano “Seja Bem-Vindo Quem Vai” (Independente) * cd * R$ 15,00 R$ 10,00 > psych-rock; prog-rock
Na ativa desde 2001, o sexteto de Maringá começou tocando versões de Mutantes, Casa das Máquinas e Secos & Molhados. Naturalmente, cada um dos integrantes criava suas próprias composições, que vieram à tona somente às vésperas de um show, quatro anos depois, cujo registro ao vivo se tornou o primeiro álbum do grupo. Suas canções nos transportam direto para os anos 70, onde mostram com autenticidade tudo o que aprenderam com seus ídolos.

Ouça: Seja Bem-Vindo Quem Vai
Ouça: Andarilhário

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Serginho Moreira “Alcatra” (Independente) * cd-r * R$ 9,00 R$ 5,00 > mpb; pós-punk
Forasteiro da MPB paulistana, Serginho Moreira reuniu uma legião de fãs a base de muita besteira. Acompanhado de seus irmãos, Pecuária e Jota Quadros, além do ventilador Nilko, Moreira desfila pepitas como “Le Postiche”, homenagem a melhor atuação de Suzy Rego, e “Viva Paris!”, tipo um The Fall circense, e outras obras-primas gravadas entre 2002 e 2004. O inventor da percuviola não esqueceu da bateria de beliche! Impagável encarte com letras.

Ouça: Viva Paris!
Ouça: Alcatra (O Churrasco da Família Freitas)



Shiksa “De Volta ao Mundo Físico” (Independente) * cd-r * R$ 11,00 R$ 6,00 > pós-punk; BRock
Shiksa “Grandes Momentos da História” (Independente) * cd-r * R$ 11,00 R$ 6,00 > pós-punk; BRock

Vou comentar tudo num mesmo tópico, já explico. O primeiro lançamento é uma caixa com a discografia completa do Shiksa, incluindo De Volta ao Mundo Físico (2001) e Grandes Momentos da História (2003), também disponíveis separadamente. A melhor definição que consegui arrumar para o Shiksa é uma mistura de Objeto Amarelo com Serginho Moreira, pós-punk inglês com rock-cabeça brasileiro dos anos 80. Isso aí. Altamente recomendado!



Solex “The Laughing Stock of Indie Rock” (Ultrapop) * cd arg * R$ 30,00 R$ 15,00 > indie-rock; eletrônica
Após um hiato de quatro anos, a holandesa Elizabeth Esselink, mais conhecida como Solex, ressurge com seu quarto álbum, como se nada tivesse acontecido (e logo mais também sai a colaboração dela pra série In the Fishtank). Se você não sabe, ela mora numa loja de discos usados (não dentro, no andar de cima), matéria-prima rica para suas colagens perfeitas. Ela ainda toca guitarra, baixo, bateria e canta, tudo sozinha. Edição argentina com faixa bônus!

Ouça: The Boxer
Ouça: You're Ugly



Stellar “Ultramar” (Midsummer Madness) * cd-r * R$ 15,00 R$ 10,00 > post-rock; space-rock
Conta a lenda que o Stellar é a primeira banda de post-rock brasileira. Mas se a gente quiser ir um pouquinho mais a fundo, o Stellar é um lance space rock encontra slowcore, na linha dos artistas clássicos da Kranky (Low, Stars of the Lid). Muitos drones, clássico absoluto.



Superoutro “Autópsia de um Sonho” (Midsummer Madness) * cd-r * R$ 15,00 R$ 10,00 > indie-prog; post-rock
Criei enormes expectativas em torno desse disco, o primeiro da banda recifense Superoutro. A culpa foi de “O Castelo”, terceira faixa de Autópsia de um Sonho e meu primeiro contato com o grupo. Um instrumental impecável, passando dos seis minutos, uma pérola climática com cara de lado B do grupo norte-americano Explosions in the Sky. Quando consegui uma cópia do álbum, a primeira surpresa foi encontrar vocais por todas as outras faixas. A outra foi gostar deles. Apesar da minha declarada predileção por música instrumental, o vocal de Guga Ramos não é tão hostil quanto no caso do Hurtmold, tampouco é dissimulado a ponto de podermos considerá-lo um outro instrumento. Entretanto, é possível abstrair e apreciar a harmonia do conjunto. E que conjunto! Sonoridade consistente, arranjos criativos, pós-rock que não esqueceu do rock progressivo, belos crescendos e nada menos do que três guitarras. Explosão e delicadeza nessa impressionante estréia, de grandes referências e personalidade própria.

Ouça: O Lago
Ouça: O Castelo



Syeth:e “Powder, Dust, and the Meta Essence of the Black Sun” (Fuzzy Nebulae) * minicd-r * R$ 15,00 R$ 10,00 > ambient; experimental
Após um breve período de recesso, os cariocas da Fuzzy Nebulae voltam à ativa em grande estilo, mas pequena escala, com a edição limitada de um disco de três polegadas do Syeth:e, ainda outro projeto do incansável Alexandre Gomes, responsável pelo selo e bandas como Tripsine, Lurk Nemesis e Lunasigh. Desconstruções sombrias e delicadas, porém esquisitas e ácidas, com toques de folk, lo-fi e psicodelia, embaladas numa cuidadosa e preciosa arte.

Ouça: Falena
Ouça: Tiny Box of Dead Spiders



Telescopes, The “Premonitions 1989-91” (Midsummer Madness) * cd * R$ 22,00 R$ 15,00 > shoegaze; space-rock
Alguém aí conhece o Lariu? Eu conheço, ele é um cara shoegazer. Logo, nada mais natural do que celebrar sua admiração por calçados lançando o disco dessa banda inglesa. E mais, ele conseguiu que a própria banda fizesse a coletânea, lançada só no Brasil. Não é bolinho.



Tim Hecker “Harmony in Ultraviolet” (Kranky) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > ambient; glitch
Construindo uma sólida carreira com sua música digital, o compositor canadense chega ao quarto álbum, considerado o ápice de sua carreira e um dos grandes discos do ano passado. É um daqueles trabalhos que cada ouvinte tem uma visão muito particular, pode ser tudo e nada ao mesmo tempo. É belo, porém sujo e desgastado; caótico, mas tudo se encaixa com perfeição; triste, com algo de esperança; angustiante como uma bolha de ar debaixo d’água.

Ouça: Chimeras
Ouça: Rainbow Blood

Visite: www.lastfm.pt/music/Tim+Hecker



Tormentos, The “Grab Your Board!” (Scatter) * cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > surf rock; instrumental
Se esse quarteto argentino quisesse, poderia facilmente passar por uma banda dos anos 60, executando com maestria as lições das bandas clássicas de surf music daquela época, não só na música, mas também no visual. Com covers de Astronauts e Surfaris, de “Wipe Out”.

Ouça: New Wave
Ouça: Scatter Shield



Travesseiro Polar “s/t” (Independente) * cd-r * R$ 10,00 R$ 5,00 > indie-rock; twee
Vou ser sincero com vocês e dizer o mesmo que falei pra essa dupla de Blumenau, quando recebi esse primeiro EP deles. Não sei dizer se gostei. Não é nem uma questão de ser ruim ou bom; essa música transcende qualquer julgamento. Eles dizem que misturam bossa nova e ruído, mas pra mim parece que o Sonic Youth montou um grupo de post-rock com o Beat Happening. O guitarrista ainda toca teclado com o pé, pra vocês terem idéia. Twee do mal.

Ouça: Garota Vogal
Ouça: Campainha Dim Dom



Tzodoma Popo “Tzodoma Popo” (Bulhorgia) * cd-r * R$ 15,00 R$ 10,00 > experimental; art-rock
Você conhece Os Legais? Um dos grupos mais dementes do país e com certeza as pessoas mais perturbadas de Santa Catarina, mas essa é uma daquelas bandas que o nome diz tudo. Tzodoma Popo é um de seus projetos paralelos, que segundo a lenda conta com uma dupla de japoneses na formação. Descrito como música experimental afrodisíaca infanto-juvenil, o grupo manda uma hora de bizarrices inspiradas em Residents, Kaada e Serge Gainsbourg.

Ouça: Les Enfants en le Salad
Ouça: Merenda Bolchevique



Valle De Muñecas “Folk” (Apple Pie) * cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > indie-rock; folk-rock
O segundo álbum do Valle de Muñecas nasceu de uma tragédia. Após o incêndio na casa de shows Cromagnón, as bandas de Buenos Aires tiveram que encarar uma série de restrições para se apresentar ao vivo. Limitados a um violão, guitarra limpa, baixo e caixa de bateria, o grupo despiu seus arranjos e expôs sua essência ao regravar três canções de seu álbum de estréia, além de quatro inéditas e versões de Violent Femmes, Neil Young e The Shadows.

Ouça: Tormentas
Ouça: Dias de Suerte

Visite: www.myspace.com/valledemunecas



Vintrob “Vino” (Oui Oui) * cd arg * R$ 25,00 R$ 15,00 > avant-rock; folk
Projetos solo de bateristas são sempre surpreendentes. No caso de Alejandro Vintrob, dono das baquetas na Pequena Orquesta Reincidentes, não é diferente. Pra começar, não há som algum de percussão em todo disco, mas sua bela guitarra espanhola e voz grave de crooner, acompanhadas pelos excelentes músicos de sua banda e da banda-irmã Me Darás Mil Hijos. Dramático e desesperançado, busca referências em artistas como Nick Cave e Tindersticks.

Ouça: Querubin
Ouça: Dolor



Voluta Glifos “Sonho Outros Sons” (Badaphonic) * cd-r * R$ 10,00 R$ 5,00 > lo-fi; experimental
Gravado entre 1999 e 2002, Sonho Outros Sons é o primeiro disco do Voluta Glifos. Um gravador de 4 canais, computador Amiga e um teclado Casio de algum lugar no passado. As vinhetas desse disco foram usadas num CD-ROM sobre cinema expressionista alemão.



Vurla “s/t” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > post-rock; experimental
Gravado em 2003, na considerada fase áurea do então octeto paulistano, o disco submerge somente agora por motivos mais do que obscuros. Micro-sinfonias instrumentais, estruturas improvisadas e sonoridade experimental que caminham pelo krautrock, no wave, post-rock, pós-punk, minimalismo e folk psicodélico, criando climas que vão do hipnótico ao caótico, do meditativo ao agressivo, do espiritual ao não-linear, da simples diversão ao xamanismo.

Ouça: Metau
Ouça: Krautdemonish



Walverdes “90°” (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 12,00 R$ 10,00 > grunge; punk-rock
Em 2008, o power-trio gaúcho Walverdes completa nada menos que 15 anos de existência. Gravado entre 1998 e 1999 e lançado pelo selo Monstro, o EP 90° é considerado o primeiro grande registro do trio, na época um quarteto, depois de quatro demos e um álbum. Grunge, punk e garage-rock na medida certa, com refrões pegajosos e guitarras distorcidas em alto e bom som. Não deixe de acompanhar causos clássicos em www.walverdes15.blogspot.com.

Ouça: Câncer
Ouça: Meu Bar

Visite: www.myspace.com/walverdes



Walverdes “Anticontrole” (Monstro) * cd * R$ 18,00 R$ 12,00 > grunge; punk-rock
O trio porto-alegrense Walverdes sempre foi um dos nossos grupos prediletos, mas só agora conseguimos listar o disco deles aqui na Peligro. Demorou, mas rolou. Letras inteligentes e rock pauleira, do que mais alguém pode precisar? O único power-trio de verdade no Brasil.

Ouça: Viajando na AM
Ouça: Anticontrole



Wander Wildner “Paraquedas do Coração” (Independente) * cd * R$ 18,00 R$ 12,00 > folk-rock; punk-rock
O disco perdido do Wander Wildner existe, acredite! Seqüência de Baladas Sangrentas, de 97, Paraquedas do Coração não tem nada desse punk brega que chegou depois. É um disco de baladas, fudido! Folk em português, ou melhor, portunhol. Tem até Candy do Iggy Pop. Wander ainda escreveu uma letra para a melodia de “I Believe in Miracles”, dos Ramones e regravou o clássico “Hippie-Punk-Rajneesh”, dos Replicantes. Era o disco que fazia falta.



Wandula “La Récréation” (Independente) * 2cd * R$ 45,00 R$ 30,00 > post-rock; experimental
Desde sua estréia em 2002, o grupo curitibano lançou apenas mais um disco, ao vivo. Toda essa espera é compensada por um álbum duplo, com 23 faixas inéditas escritas entre 2003 e 2007. O primeiro disco apresenta a formação atual da banda, um octeto com direito a harpa e violoncelo, enquanto o segundo lembra os primórdios do grupo como um trio, com faixas instrumentais e semi-acústicas. Praticamente um Greatest Hits de músicas inéditas. Fudido!

Ouça: Falling Angels
Ouça: Dead Man Wake

Visite: www.myspace.com/wandula



Wolf Eyes “Burned Mind” (Sub Pop) * cd imp * R$ 40,00 R$ 20,00 > noise; experimental
Se tem uma coisa que esses caras entendem, é barulho. Eles vão buscar as referências mais sombrias, desde o japanoise do Merzbow até a obscenidade do Throbbing Gristle. O trio é tipo o gêmeo mal dos Black Dice, já até gravaram alguns discos juntos e tal. E aí a Sub Pop vai lá e acha que tem a ver com eles. Acho ótimo! O sucesso Stabbed in the Face pode ser ouvido freqüentemente nas festas da Peligro. Asa negra, facada na cara, infecção urinária!

Ouça: Stabbed in the Face
Ouça: Urine Burn

 

 

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